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POLUIÇÃO SONORA EM BAURU? OU SERÁ ESPÍRITO SANTO DE

Roberval Romano da Silva
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Felizmente li os comentários do sr. Eraldo Bernardo, publicado nesta coluna em 18/3/2001, e pude verificar que mais alguém ouve (por enquanto, pois poderá ficar surdo) e se preocupa com o exagero de veículos de propaganda e seus insuportáveis volumes. Por que o título desta matéria? Sem menosprezo algum pelo primeiro nome dado ao município que sempre deve ser respeitado e motivo de orgulho. Utilizei-o para exemplificar o retrocesso que Bauru está vivendo. Viajante que fui e sou, visitei nosso Brasil por todos os Estados e principais cidades, dentre muitas currutelas como diria o bom mineiro, e não vi, não vejo (não ouço) esta poluição sonora exclusiva de Bauru. Com certeza tenho saudade quando o alto-falante da praça anunciava não só missas, como os principais eventos da cidade. No entanto, o progresso é inevitável e extremamente necessário para que a população possa usufruir do que há de melhor em tecnologia para a midia, saúde trabalho, educação, lazer, etc. Então é impossível ficar passivo diante deste retrocesso no tempo e o descaso das autoridades quanto ao assunto. Para morar em Bauru pago IPTU. Para trabalhar pago ISSQN, taxa de publicidade, taxa de funcionamento (Prefeitura), INSS, Cofins, PIS, IRPJ, IRPF, CPMF, férias, 13º (funcionários) e outras taxas bancárias, e nem por isso fico azucrinando os ouvidos dos meus vizinhos ou concorrentes e demais membros da população de Bauru. Quais são os recolhimentos do carro de som? Por que o retrocesso? Por que temos vários canais de TV, ótimas emissoras de rádio, excelente jornal diário (para o qual agora escrevo), agências de propagandas, etc. etc. Porque o faz de conta das autoridades que não vêem (ou seria ouvem), a poluição sonora?

Firmo aqui convite para que elas venham até o centro da cidade, fiquem na 1º de Agosto ou Ezequiel Ramos com quaisquer que sejam as transversais e façam a contagem dos veículos de som e se conseguirem não fiquem irritadas com a quantidade e volume aferido. Com certeza temos que sobreviver neste País de inflação utópica e corrupções explícitas onde sempre quem paga é o cidadão. Temos também o terrível desemprego que assola o País e gera cada vez mais violência. Porém, temos que respeitar limites e nosso próximo, senão a bagunça generaliza e vamos ao caos. Para encerrar, registro que pela lei atual de trânsito o veículo que tiver seu alarme acionado indevidamente na via pública é passível de multa. E ao que consta existe lei que regulamenta o serviço de falantes que com certeza não está sendo cumprida. (Roberval Romano da Silva - RG. 5.300.545)

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