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Agudos investiga construção de escola

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Vereadores aprovaram CEI para apurar possíveis irregularidades na obra feita em convênio com o Governo do Estado

Agudos - A Câmara Municipal de Agudos aprovou, na última sessão, a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades na construção de uma escola entregue no ano passado. De acordo com o autor do pedido, vereador José Aparecido Ico de Oliveira (PTN), o engenheiro responsável pela construção teria assinado um documento atestando a conclusão da obra. No entanto, ele alega que há muita coisa por concluir.

No contrato, existe uma quadra de futebol, que não foi feita; uma caixa de água de sete mil litros, que precisa ser suspensa por um guincho e ainda não foi; e cerca de 15 grelhas para captação de água no chão, que não foram colocadas. Duas crianças já caíram e quebraram a perna por causa disso. Então, pedimos a CEI para ver o que houve, disse.

Procurado pela reportagem, o ex-prefeito da cidade, Afonso Condi (PSDB) confirmou que faltam aproximadamente 5% da obra para a conclusão da escola e disse desconhecer qualquer documento que atestasse essa conclusão. A obra foi feita em convênio entre Estado e Prefeitura. Talvez o engenheiro tenha assinado a prestação de contas da parte referente ao Estado, restando a conclusão da parte referente à Prefeitura.

Condi ressalta que precisaria ter acesso aos documentos citados para poder se posicionar devidamente. Ele observa que esta é a maior escola de Agudos, com dois mil metros de área construída. Está faltando a concretagem da quadra, a montagem da caixa de água e a cobertura de policarbonato. Inclusive, temos conhecimento de que a construtora ainda tem dinheiro a receber e está tendo dificuldade de diálogo com o atual prefeito. Talvez eles estejam receosos de terminar e não receber, alega Condi.

O ex-prefeito afirmou estar tranqüilo com relação a tudo o que foi feito em seu mandato e diz ter entregue uma Prefeitura muito melhor do que quando a recebeu. Se essa Comissão for imparcial, não haverá problemas. A questão é que eles (administração atual) estão levantando fatos para denegrir a minha administração. Até agora, levantaram só mentiras contra a gente e o relator da Comissão é o irmão do atual prefeito. Se verificarem imparcialmente, verão que a obra saiu muito mais barata do que estaria custando hoje.

O requerimento da CEI foi assinado por dez dos 15 vereadores do município. De acordo com a assessoria parlamentar, foram eleitos Edson Virgílio Zen (presidente da CEI), Auro Otaviani (relator) e Wilson Eugênio Barbosa (membro). Eles têm 90 dias para apurar os fatos, prorrogáveis por mais 90 dias, se necessário. A primeira reunião está marcada para hoje à noite.

Os membros da comissão deverão reunir notas fiscais e outros documentos e providenciar uma vistoria na escola. A CEI resultará num relatório, que será encaminhado ao Ministério Público. Cabe ao órgão avaliar se houve ou não crime para entrar ou não com uma ação penal.

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