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Maquete mostra como deve ficar o Parque Vitória Régia com a barragem

Redação
| Tempo de leitura: 5 min

O projeto da Seplan visa conter a água dos bairros altos que corre na Nações, impedindo inundações na região da rodoviária

Uma barragem para a contenção de águas pluviais deve ser construída na parte superior do Parque Vitória Régia, de acordo com proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). A medida tem como objetivo evitar que as trágicas situações provocadas pelas águas das chuvas, na região da avenida Nações Unidas, voltem a se repetir em Bauru.

A idéia foi submetida à avaliação das demais Secretarias, assim como do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (Comdurb) e do arquito projetista do parque, Jurandyr Bueno. Maria Helena Rigitano, secretária municipal de Planejamento, informou que a aceitação tem sido unânime.

As águas pluviais exedentes, ou seja, que não são comportadas pela condução subterrânea via galeria, seriam guiadas ao Vitória Régia de forma que permanecessem barradas na metade superior do parque, provocando a elevação do nível da água do lago, de forma planejada.

De acordo com o projetista Adelmo Bertussi, apenas em casos de chuvas torrenciais - em que muita água cai em um curto período de tempo - o local seria coberto pela água, num procedimento que duraria cerca de 20 minutos. A solução está sendo planejada para chuvas de, no máximo, 100 milímetros por hora. É uma quantidade de chuva que raramente acontece em Bauru. Nunca choveu mais que isso aqui. Uma chuva torrencial, de 70 a 100 milímetros por hora, é rápida. Dura cerca de 20 minutos e não o dia todo, tranqüiliza o projetista.

Galerias para águas pluviais devem ser construídas nos bairros das proximidades, para que a água possa ser conduzida ao parque. A água permaneceria armazenada no Vitória Régia por duas horas e meia e seria lentamente liberada para que tomasse o rumo do canal do córrego das Flores (canalização sob a Nações Unidas), de onde seria conduzida ao rio Bauru.

Além disso, uma caixa de decantação seria instalada no local para que a maior parte da sujeira que é arrastada pela chuva seja separada e não chegue a percorrer o canal subterraneamente.

Maria Helena esclarece que a região da avenida Nações Unidas funciona como uma bacia, para onde escoam as águas pluviais dos bairros próximos ao local, como Jardim Panorama, Vila Universitária, Jardim Infante D. Henrique, Altos da Cidade, parte do Centro e do Higienópolis.

Atualmente, o canal que conduz as águas pluviais da região de forma subterrânea não suporta toda a quantidade de água em dias de temporais. O grande problema, segundo Bertussi, é a velocidade com que as águas descem em direção à rodoviária, sobre as pistas da Nações. A água pega tanta velocidade, já que vai pela pista, que passa pelas bocas-de-lobo e não entra. O problema é notado rapidamente com a destruição dos asfaltos, os acidentes que são provocados e a inundação da avenida na altura da rodoviária.

De acordo com a secretária municipal de Planejamento, as principais problemáticas que estão sendo levantadas referem-se à segurança, limpeza e à preocupação estética em não agredir o cartão postal da cidade. Quanto à limpeza, nós estamos pensando em instalar hidrantes no parque para lavar o local após as chuvas. Quanto à segurança, haverá sinais de alarme e vigilância - talvez até uma guarita - para que a área seja desocupada em caso de chuva. Isso com certeza não vai pegar as pessoas desprevenidas, até porque não é qualquer chuvinha que vai encher a barragem, expõe.

Os estudos da Seplan indicam possibilidades de que seja construída uma passarela sobre o muro que constituirá a barragem, de maneira a conduzir as pessoas da calçada da avenida Nações Unidas ao patamar que conduz ao anfiteatro Vitória Régia.

Maria Helena destaca a importância da constante manutenção do local, caso a idéia seja levada a cabo. Estamos pensando na segurança para as plantas, pessoas e na limpeza. Outra preocupação da Seplan está girando em torno do nível máximo que a água da barragem possa chegar para que ela não alcance as calçadas da avenida. Está sendo estudado para que o máximo que a água atinja seja uma distância de um metro ou um metro e meio abaixo da calçada, assegura Bertussi.

Outras alternativas estão descartadas

Outras alternativas para conter a água da chuva na região da avenida Nações Unidas, que chegaram a ser analisadas pela equipe da Seplan, estão descartadas. Essas alternativas são: a construção de um piscinão subterrâneo e a colocação de galerias para águas pluviais sob a Nações Unidas.

No entanto, em virtude do elevado orçamento, as duas opções foram descartadas. Seria muito caro e provocaria muito transtorno na cidade, principalmente no que diz respeito ao sistema viário. Teríamos que abrir ao menos uma pista da Nações. Só sob o canteiro, não daria para fazer. Como não podemos esperar muito tempo, já que o problema atual tende a se agravar, optamos pela barragem, disse Maria Helena Rigitano.

Aceitação

A sugestão da barragem foi discutida com representantes do Comdurb em uma reunião realizada na quarta-feira. A aceitação foi unânime, afirma Maria Helena Rigitano. Ela acrescenta que o projeto também foi discutido com Jurandyr Bueno, autor do projeto do Parque Vitória Régia.

Já ao JC, Judanyr Bueno, por sua vez, preferiu não manifestar sua opinião sobre a idéia. Ela ainda está em estudo. Eu prometi que iria estudar o assunto e eu vou acompanhar. Tem muita gente envolvida.

O importante é que nós estamos com o apoio das entidades técnicas e dos arquitetos. Estamos liberados para desenvolver a idéia. A discussão será aberta à comunidade e também deve ser enviada à Câmara Municipal, acrescenta a secretária.

A próxima etapa, segundo a Seplan, será o levantamento dos custos nos quais o projeto implica, assim como o estabelecimento do cronograma do mesmo. Nós pretendemos colocá-lo em prática ainda nesta gestão, calcula Maria Helena.

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