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Caso do menor morto pela PM terá outro laudo

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O delegado Dinair José da Silva, do 1.º Distrito Policial, pediu um novo laudo para anexar ao inquérito que apura as circunstâncias da morte do adolescente H.R.S., 16 anos ocorrida durante confronto com a Polícia Militar, no Parque Jaraguá, em 10 de janeiro deste ano. O delegado quer saber qual a distância entre o corpo do rapaz e as armas dos policiais de onde partiram os tiros.

Silva explicou que esse laudo, ao revelar a distância entre as partes na hora dos tiros, é importante para saber se realmente os policiais agiram em legítima defesa, como alegaram, ou se houve excesso, conforme reclamou a família. Também será pedida a posição dos policiais na hora dos disparos.

O laudo será solicitado ao Instituto Médico Legal (IML). Caso os laudos ainda não sejam suficientes para esclarecer as circunstâncias da morte, Silva vai solicitar a reconstituição dos fatos. H.R.S. foi morto no quintal de uma casa abandonada, próximo de onde morava. De acordo com a PM, uma denúncia feita ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), dava conta de que um fugitivo da Febem estava caminhando pela rua 4 do Parque Jaraguá exibindo uma arma.

Uma equipe da PM foi para o local e avistou dois, que fugiram ao perceber a viatura da PM. Então, os policiais iniciaram uma perseguição e H.R.S. escalou o telhado de uma casa abandonada e acabou no quintal. Na versão da PM, quando teria percebido que estava cercado, o adolescente passou a atirar, sendo revidado pelos policiais.

Mas a família contestou essa versão, dizendo que o adolescente não atirou nos policiais e que ele não tinha passagem pela Febem. Laudo do IML revelou que o corpo do garoto ficou com cinco perfurações de entrada e quatro de saída de projéteis. O delegado lembrou que o exame residuográfico feito nas mãos de H.R.S. revelou resíduos de pólvora, o que indica que ele realmente atirou.

A família, na época da morte, chegou a afirmar que o adolescente estava algemado quando foi atingido pelos tiros. No entanto, a exumação do corpo não revelou marcas em seus pulsos.

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