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Núcleos usam verba do Prodec para lazer

Redação
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Em Bauru, seis núcleos habitacionais foram contemplados com a verba . Pq. das Camélias, por exemplo, recebeu R$ 35 mil

Cinco dos seis conjuntos habitacionais que possuem verba vinculada ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Comunitário (Prodec) estão com as obras em andamento ou até mesmo finalizadas. Quatro deles optaram, por meio da associação de moradores, aplicar o dinheiro em áreas de lazer para a comunidade local.

O Prodec é um programa que tem como principal objetivo estimular o desenvolvimento de organizações representativas para encaminhamento de questões comunitárias, além de promover a integração dos conjuntos habitacionais ao espaço urbano em que estão inseridos. Ele insere a abordagem social em negociações envolvendo a Caixa Econômica Federal, os moradores do local e outros agentes, como a Cohab e a Universidade do Sagrado Coração (USC), que viabilizam os projetos de intervenção.

O programa destina-se a comunidades formadas por famílias com renda mensal de até 12 salários mínimos, atendidas por programas habitacionais com recursos do FGTS e SBPE, contratados até dezembro de 1991.

Para tanto, uma entidade é contratada para executar o projeto, implementando as ações necessárias de acordo com a demanda da comunidade e com a norma estabelecida para o funcionamento do projeto.

Para a liberação da verba acumulada por meio do imposto recolhido pelos moradores do conjunto habitacional, deve ser votada, através da associação dos moradores, uma obra comunitária de cunho social que busque o desenvolvimento e a autonomia da comunidade, podendo estar voltada às áreas de educação, saúde, esportes, cultura, lazer, geração de renda, comunicação, intercâmbio, educação sanitária e ambiental, formação profissionalizante e aperfeiçoamento técnico ou outras de interesse dos moradores.

As obras devem ser assinadas por profissionais - engenheiros, arquitetos e assistentes sociais -, para que os recursos sejam liberados para o seu destino.

De acordo com o gerente de mercado do escritório de negócios da Caixa Econômica Federal de Bauru (CEF), Elimar Souza Oliveira, os conjuntos habitacionais que já tiveram os recursos liberados e estão com obras em andamento ou finalizadas são o Parque das Camélias 1, Bauru 22, Bauru 25, Leão 13 e Parque Flamboyants.

Os moradores do Bauru 22 optaram por aplicar a verba na construção de uma quadra de lazer e um parque infantil. A comunidade do Bauru 25 decidiu que a quadra poliesportiva e um barracão para reciclagem do lixo seriam as prioridades. A cobertura da quadra de esportes foi a opção dos moradores do Camélias. A população do Leão 13 decidiu pela colocação de guias e sarjetas no bairro, e já está com as obras em andamento. Já no Parque Flamboyants, foram instalados, com a verba do Prodec, interfones e lixeiras para a organização de lixo reciclável.

De acordo com Ana Lúcia Moreno Rufatto, presidente da Associação de Moradores do Parque Flamboyants, os recursos do Prodec, cerca de R$ 78 mil, foram aplicados na instalação de interfones no condomínio. Foi realizada uma pesquisa junto aos moradores, para verificar as prioridades. Depois, a USC foi contratada para elaborar o projeto, já que necessitávamos de um assistente social e um administrador. Com a sobra da verba, ainda montaremos lixeiras para coleta de lixo reciclável, cujo dinheiro será utilizado em benefícios para o condomínio. As instalações iniciaram em setembro e foram concluídas em janeiro, já que são 40 blocos.

Ana Lúcia acredita que esse processo valorizou o condomínio e reativou a associação de moradores, que não estava funcionando.

No Parque das Camélias, as obras para a cobertura da quadra de esportes foi a opção dos moradores devido ao valor do qual o condomínio dispunha junto ao Prodec - R$ 35 mil. É o que esclarece o síndico José Ruiz de Carvalho. Na votação geral, ficou estabelecida obra para a cobertura da quadra, já que o interfone ficaria muito caro e os moradores teriam que pagar uma parcela disso no valor do condomínio.

O Núcleo Edson Francisco da Silva é o único dos seis que ainda não teve os recursos liberados pela CEF para a viabilização das obras - a implantação de um bosque comunitário. De acordo com o gerente de mercado da CEF, o projeto de intervenção completo ainda não foi apresentado pela associação de moradores, já que ele deve ser assinado por um responsável técnico e um assistente social. Ele afirma que a verba - cerca de R$ 64 mil -, deve ser liberada conforme o projeto for colocado em prática.

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