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Prefeitura vai licitar adoção de praças

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente lançou três medidas visando a recuperação das praças públicas. Particulares poderão adotar os logradouros e, em troca, terão direito a fazer publicidade nos locais

Buscando sanar a carência de praças no município e o problema da falta de manutenção nas áreas já urbanizadas, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) vem tomando algumas providências que visam, a médio prazo, a melhoria dos espaços verdes e, conseqüentemente, do visual da cidade. A mais inovadora delas é o projeto de adoção de praças por particulares, uma tendência já aprovada com sucesso em grandes municípios.

Desde que assumiu o comando da Semma, em maio do ano passado, Luiz Pires lançou três alternativas com o propósito de elevar o índice de urbanização em Bauru - estima-se que apenas 20% das áreas verdes estão urbanizadas. A primeira medida foi obrigar os empreendedores imobiliários a entregar os núcleos habitacionais dotados de praças com infra-estrutura, ou seja, calçadas, iluminadas, com bancos, enfim, prontas para o uso da comunidade.

Paralelamente, a Secretaria passou a desenvolver um trabalho com moradores que residem ao redor de praças e que, invariavelmente, reclamavam de suas péssimas condições de manutenção. Vários desses logradouros foram recuperados dentro dessa iniciativa, através da qual a Semma entra com o projeto urbanístico, mudas de plantas, bancos e mão-de-obra e a comunidade, com o material de construção. O êxito dessa parceria pode ser conferido nas praças Antônio Padilha (Vila Universitária), José Salmén (Jardim Estoril), José Segalla (Jardim Marambá) e em pelo menos outros seis endereços. Quando a população se envolve, a coisa muda de figura. Locais que viviam no abandono foram totalmente recuperados e assim vêm sendo mantidos. São os moradores que escolhem os tipos das plantas e as cores das flores que querem. É uma participação que realmente funciona, comemora Pires.

A grande novidade, porém, é o programa de adoção de praças, cujo anúncio oficial deve ocorrer em breve. Todas as praças do município estarão à disposição dos interessados, que, quando vencedores da concorrência, poderão usar os espaços para publicidade. A Semma vai estipular um mínimo de estrutura a ser implantada por metro quadrado. Quando houver disputa, ganhará aquele que oferecer mais aparelhamento além do mínimo previsto.

Para garantir a igualdade em todas as regiões da cidade, as praças serão agrupadas em lotes de forma a equilibrar os interesses. Quem estiver concorrendo à adoção da praça Portugal, por exemplo, disputará também a manutenção de praças situadas na zona periférica. Quem quiser filé mignon, vai ter que comer a carne de costela também, brincou Pires, que se mostra muito confiante no sucesso do programa. Estamos buscando alternativas porque a Semma, bem como a Prefeitura, não tem condições de dispensar o tratamento ideal às praças. Se não tivermos esse envolvimento, vamos continuar assistindo a essa triste degradação, acrescentou. Além das praças públicas, Bauru possui cerca de outras 260 áreas aguardando urbanização.

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