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Ontem, agentes de saúde fizeram um arrastão no Núcleo Mary Dota, principal foco da doença na cidade. O número de infectados pode configurar epidemia.

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Todas as pessoas sob suspeita da doença moram no Mary Dota, onde foi feito um arrastão de limpeza. Saúde teme epidemia

Durante o arrastão contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, ontem, no Núcleo Mary Dota, foram encontrados 77 casos suspeitos. Se confirmados, o número de infectados em Bauru pode configurar uma epidemia, deixando de ser apenas um surto. A situação preocupa o coordenador do Programa de Controle do Aedes da Secretaria Municipal de Saúde, FlávioTadeu Salvador, ele teme que a doença atinja outras áreas da cidade. Existe este perigo porque as pessoas se deslocam, afirma.

Os agentes de saúde da Prefeitura estiveram em 1.500 casas no arrastão de ontem. Muito entulho foi encontrado. Fica difícil controlar uma doença com tanto lixo nas casas das pessoas, lamentou o coordenador. Até agora, foram confirmados 17 casos da doença, 14 no Mary Dota. O exame dos novos suspeitos devem sair em uma semana.

Devido ao risco da doença se alastrar, o coordenador do Controle do Aedes vai convocar uma reunião hoje com a Superintendência do Controle de Endemias (Sucen), ligada ao Estado, para estudar novas medidas contra a dengue.

Segundo Salvador, o arrastão de ontem tinha como objetivo encontrar em casa todas as pessoas do quadrante no Mary Dotamais ameaçado pela doença. O quadrante está compreendido entre as ruas Pedro Salvador e Primo Dota e a avenida Marcos Paula Rafael. Em algumas ruas, como Claudinei Lopes, Francisco Malandrino, Ruth Rodrigues e Alberto Paulovich, já existem vários suspeitos. Durante a semana, encontramos 50% das casas fechadas, disse o coordenador.

O medo de que alguns vizinhos não estejam tomando providências para eliminar os focos da doença preocupa os moradores do bairro. Os casos estão aumentado, o que me preocupa. Eu estou fazendo a minha parte, mas não dá para saber se todos os vizinhos estão tomando as mesmas providências, disse a dona de casa Antônia Jesus Viana.

A mesma opinião é compartilhada pelo cobrador, Luiz Antônio Coutinho. Se eu cuido e algum vizinho não, não tem como resolver o problema. Não dá para não se preocupar, afirma.

De acordo com o coordenador do combate ao Aedes, existem casos de suspeitos que teriam contraído a doença há pouco tempo, na semana passada, por exemplo, o que indicaria que existem mosquitos adultos no bairro.

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