A dengue, doença transmitida pelo Aedes aegypti, transformou-se numa epidemia no Estado de São Paulo por causa do relaxo das pessoas que não se preocupam em manter seus quintais limpos de objetos que acumulem água onde o mosquito pode se proliferar.
O ministro da Saúde atribui culpa a alguns prefeitos que agem com frouxidão, mas temos observado que muitos munícipes são reincidentes específicos. De nada adiantam as campanhas, as visitas dos guardas sanitários, a aplicação de inseticidas. Por uma questão até cultural, as pessoas pouco se importam. Acumulam garrafas vazias, pneus e copos plásticos no quintal. Deixam de tapar caixas dágua e nem acreditam que eliminar o excesso de água nos vasos de plantas é uma prática de suma importância no controle da epidemia.
Um exemplo bastante representativo desse estado de ignorância de parte da população vem de Barretos. O cidadão quis reagir à Vigilância Sanitária. Com muito custo e sob malcriações do cidadão, os fiscais entraram na sua casa e constataram a existência de criadouros do mosquito transmissor. Pior ainda: os dois filhos menores já apresentavam sintomas de dengue, depois confirmados.
O prefeito de Bauru, graças aos radares instalados em locais críticos e impondo multas pesadas aos que abusam da velocidade no trânsito, conseguiu diminuir o número de acidentes. Por que não fazer algo semelhante para prevenir a dengue? Aqueles que insistem em favorecer a proliferação dos mosquitos, por não se livrarem dos objetos que acumulam água, precisam, também ser multados. Na reincidência, multas ainda mais salgadas. Em Jardinópolis, perto de Ribeirão Preto, o prefeito está multando os moradores de casas com criadouros, em valores que variam de 80 a 1.500 reais. Se for preciso uma lei municipal para Bauru, acredito que os vereadores não se furtarão de aprová-la. Estou certo de que, sentindo no próprio bolso o peso da responsabilidade, os negligentes vão aprender seus deveres como cidadãos. (Joseph Georges Saab - RG. 7.659.377)