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Amigos para siempre

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Numerosa comitiva de ministros de Estado, secretários e mentores partidários argentinos estive na, semana passada, em nosso país, Brasília, precisamente. Veio com que objetivo e finalidade específica? Veio trazer-nos a atual situação administrativa, econômica e política de seu país, que, como ninguém ignora, pois tem sido levada, através do mundo, pelas chamadas alardeantes da televisão e pelas ondas penetrativas da radiofonia, a uma fase das mais problemáticas, tramitando com dificuldade sobre uma alarmante esteira, sem dúvida perigosa, de enormes cacos de vidro...

Raramente, a vida da querida vizinha, nem mesmo no decurso da fragorosa guerra das Malvinas, que lhe exigiu somas fabulosas e enormes sacrifícios para sua sustentação, se sentiu vergastada por drama tão pungente, semelhante ao atual, que perceptivelmente lhe machuca, não apenas as finanças internas, como atira pesados blocos de pedras aos encargos da sua dívida externa. Somente isso seria suficiente para a nação estremecer pesadamente, mas, ocorre que sobre toda essa carga de tropeços lança-se um torpedo extraordinário de desajustes e descontentamentos político-partidários que amarram a caminhada administrativa gerida pelo seu novo governo, o qual, por isso, nem conseguiu ainda acertar os ponteiros de seu relógio com a gente de seu próprio staff e, muito menos, discute com o da oposição, lá pior que a daqui. Seria providencial mesmo, então, um encontro de seus mentores com os da gente deste seu bom vizinho, à busca de apoio técnico e político para toda a sua programação. Gente brasileira e portenha teve encontros prolongados, debatendo a problemática e ainda está aí com a cabeça mergulhada nela. Seria o suficiente? Não! E por isso a análise vai continuar, para o que não faltará a boa vontade dos patrícios daqui, nem a competência de quem, como nós, já vivemos amarguras idênticas, se é que já não a estamos vivendo também neste momento, novamente! Podemos, então, permutar nossas tristezas e lamentos! Podemos sim.

Afinal, amizade é para isso. Somos ou não somos amigos para siempre, como canta a bela modinha? É a nossa opinião!

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável pelo JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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