Geral

INEVITÁVEL, PORÉM SOLUCIONÁVEL

Maurílio Fábio de Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Aproveitando deste espaço democrático, gostaria de expressar meu inconformismo com relação à quantidade de vendedores barulhentos que transitam pelas ruas dos bairros.

Sou morador do Jardim Ferraz, e devido minha atividade profissional tenho que as vezes passar a noite toda trabalhando e quando chega a hora do descanso, chegam também os vendedores com sua parafernália de sons. São vendedores de todo tipo, principalmente de gás nunca se viu tantos! Até parece que consumimos um botijão por dia! São vendedores motorizados e a pé, alguns com equipamentos de sons de péssima qualidade, ridículo, só produzem barulhos. Não dá nem para entender o que estão anunciando. Um tormento enlouquecedor. São equipamentos de todas as potências. Uma bagunça desenfreada. E tem ainda o toca-toca na campainha, e aqueles que já são viciados em bater palmas. É gente vendendo e pedindo, é campanha de todo tipo.

Gostaria de pedir ajuda aos srs. vereadores, principalmente para aqueles que contrataram o 3.º assessor, que elaborem uma lei para regulamentar tudo isso. É inadmissível tanto barulho e desrespeito nas ruas. Vejo o mesmo problema na área central da cidade. São carros de propaganda atormentando muita gente.

A rotina diária na minha rua é mais ou menos assim: passa o caminhão do abacaxi, vem o do gás; passa a perua dos ovos (aquela do galo), vem o gás; passa o sorveteiro com sua corneta, vem o gás; Passa o homem da maçã do amor (aquela com mel), vem o gás; passa o homem do algodão doce, da cocada caseira, vem o gás; passa o caminhão das frutas e legumes, vem o gás; passa a propaganda do supermercado, vem o gás; Passa o dia, chega a hora de trabalhar vem o sono.

É mal-estar e dor de cabeça constantes, sempre assistida bem de perto pela velhice de plantão. E pensar que mudaram a lei da aposentadoria! Está na hora do Poder Público intervir, estudar o caso, regulamentar e depois fiscalizar. A interferência deve ser muito rápida, pois o número de barulhentos não pára de crescer.

É gente que precisa trabalhar! É gente que já trabalhou e precisa descansar! É gente que precisa acordar e trabalhar! A sociedade precisa de todos! Só não precisamos de tantos vereadores, com seus assessores desocupados. (Maurílio Fábio de Camargo - RG. 13.498.914)

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