Caros colegas pescadores, vocês sabem que pescar não é somente ir para a beira do rio e tentar trazer para casa alguns exemplares de peixes.
A pescaria consiste também, no preparo da traia e de tudo o mais, principalmente do que se vai comer na beira do rio, e é aí que começa nossa história, que não tem nada a ver com história qualquer e sim com algumas trapalhadas que, com certeza, já aconteceram com alguns de vocês, caros leitores.
Madrugada de Quarta-feira de Cinzas, lá vamos nós para mais um dia de pesca, Marcelo, Lêlo, Tuchê, Rick e Alvarez, o Pavanato não foi desta vez porque estava na praia, só no vidão.
Já na saída, tentamos ir por uma estrada de terra que encurtaria nosso caminho, onde o Tuchê, nosso guia, disse: Vai por aqui que eu sei o caminho, meu carro vai até sozinho, só que esquecemos que o carro dele é que ia sozinho, e não o Palio do Marcelo, que estava lotado com cinco pescadores dentro, e toda a tralha de pesca, resumindo: nos perdemos já na saída, porque a saída estava alagada ou melhor esbarreada sendo que o Tuchê, tio do Marcelo, já estava quase pulando do carro de tanto tirarmos o sarro nele, por não achar a saída.
Chegamos ao rio lá pelas seis da manhã e confesso que o rio não estava pra peixe, após alguns exemplares sem muita expressão, resolvemos ir até Reginópolis para pescar alguns tambiús, daí para frente só foi risada.
Na noite anterior, a Neide, esposa do Tuchê, fez para levarmos de lanche uma deliciosa carne com molho, mas muito molho mesmo, sendo que o Lêlo estava preocupado em não derrubar de jeito nenhum, nosso almoço, café e jantar, que se resumia na carne com molho.
Na primeira curva da estrada, escutamos um barulho no porta-malas, mas só depois do cheiro forte de molho é que fomos averiguar que a carne com todo o molho que estava em cima do isopor, havia caído e derrubado parte do molho no carpete cheiroso do seu Palio novinho.
O Marcelo louco da vida, xingando todo mundo, dizia: Só eu que tenho que fazer as coisas, que ver, arrumar, carregar e ainda cuidar para não derramar a carne com todo aquele molho, mas já era tarde, só foi risada.
Após conseguirmos recuperar um pouco do molho que caiu dentro da sacolinha plástica, fomos sair com o carro para chegarmos até o rio, momento este que o Lêlo enroscou um pacote de quirela no freio de mão, rasgando e deixando cair tudo dentro do carro, o Marcelo colocou as duas mãos na cabeça, dizendo: nunca mais venho com meu carro, enquanto caíamos no chão de tanto rir, em meio a uma nuvem de quirela que se espalhava pelo carro (conforme foto ao lado), tocamos em frente.
Chegamos ao rio, finalmente, e fomos comer a carne como café da manhã não se esquecendo do molho que o Lêlo estava preocupado em comer, chegou a dizer que o carpete não importava, o que importava era o molho e a carne, que em partes havia se salvado. Quando estava fazendo o meu lanche, o Lêlo com a boca cheia, disse: Come também o molho, agora imaginem como saiu esta frase com a boca cheia de pão, carne, molho e sabe-se lá o que mais, o Tuchê caiu na risada, o Marcelo e o Rick, sendo que eu estava já encostado no carro de tanto rir da situação.
O duro é agüentar a gozação do Rick o dia inteiro falando do molho, molho, molho....
O bom desta história toda é que além de rirmos o dia inteiro com companheiros de primeira linha, ainda pegamos alguns peixes que estão aí ao lado conforme a foto tirada, tanto dos peixes como dos companheiros de pesca.
Agora, amigo pescador, fala a verdade, se alguma vez não aconteceu alguma dessas com vocês?
Eu garanto que é muito divertido, se não tivéssemos pego peixe algum seria bom do mesmo jeito.
A propósito, trouxemos muito lixo da beira rio deixado por outros pescadores, vamos colaborar para que possamos continuar pescando.
Até a próxima amigos!!!
Fernando Alvarez e amigos são pescadores e contadores de histórias