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Bauru produzirá água mineral com um investimento de R$ 6 milhões

Redação
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A empresa vai instalar uma engarrafadora de água mineral. O produto será distribuído nos Estados de São Paulo e Paraná

A Spaipa, empresa que fabrica produtos Coca-Cola e absorveu a Refrigerantes Bauru, investirá R$ 6 milhões, a partir de agosto, na cidade, para montar sua primeira unidade de produção de água mineral. A envasadora vai captar a água no aqüífero Guarani e comercializará em embalagens de 1,5 litro, 500 ml e copos.

A água, que já obteve a classificação de mineral do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), será retirada de um poço com vazão de até um milhão de litros/dia e vendida na área de atuação da Spaipa, nos estados de São Paulo e Paraná.

A linha de produção será instalada na antiga fábrica da refrigerantes Bauru, desativada há quatro anos, desde que a holding resolveu parar a produção na cidade, concentrando a fabricação paulista em Marília, Araçatuba e São José do Rio Preto. A Spaipa foi formada, em 1995, pela fusão da Refrigerantes Bauru com Grupo Rio Preto Refrigerantes, Refrigerantes de Santos e Grupo Paraná Refrigerantes.

As instalações, de 11 mil metros quadrados estão numa área total de 100 mil metros quadrados, localizada na rodovia Horácio Frederico Pyles, na saída para Jaú (prolongamento da avenida Rodrigues Alves), e vinham servindo de centro de distribuição. A holding Spaipa está sediada em Curitiba e teve um faturamento de R$ 575 milhões, no ano passado.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, a empresa vinha conversando com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico sobre a instalação. Segundo o titular da pasta, Roberto Rufino, a água mineral será extraída da formação Botucatu (Aqüífero Guarani), que já teria possibilitado à antiga Refrigerantes Bauru receber prêmios pela qualidade do refrigerante que produzia, informou a Rufino o diretor Industrial e de Logística da Spaipa, Mário Antonio Veronezi.

A Spaipa ainda estuda se a marca da água será própria ou a Bonáqua, registrada pela Coca-Cola, segundo revelou Veronezi ao caderno Interior Paulista, da Gazeta Mercantil.

A fonte de água mineral foi denominada José Gregório, em homenagem ao beato venezuelano que utilizava a água pura em seus rituais. Os equipamentos de envase e empacotamento estão sendo comprados no mercado nacional. A empresa prevê a criação de 140 empregos, sendo 40 diretos e cerca de 100 indiretos.

Antes da perfuração do poço, feita pela Hidrogeo Perfurações, de Bauru, uma das cinco maiores do Estado em poços e primeira do setor no País a obter a certificação ISO 9002, foi realizado um estudo geológico, sendo necessário o isolamento da camada de rocha de basalto, que poderia influir na qualidade da água.

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