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Sindicato rejeita a terceirização da cozinha municipal

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Servidores argumentam que o diagnóstico de precariedade do refeitório já era conhecido pela Prefeitura Municipal

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) voltou a se mobilizar em relação à situação do refeitório da Prefeitura. A diretoria do Sinserm comentou, nesta semana, que o diagnóstico de precariedade das instalações da cozinha municipal, apresentado pelo secretário de Administração, Flávio Uchoa, já era de conhecimento da Prefeitura. A entidade argumenta que já tinha informado a Prefeitura sobre o problema há dois anos. Ainda assim, o Sinserm disse que a situação é a mesma apresentada pelo secretário à Câmara na semana passada. A questão é que os sindicalistas temem que o refeitório seja terceirizado.

O Sindicato dos Servidores adiantou que não vai concordar com a utilização da precariedade da cozinha da Prefeitura como argumento para a terceirização. A preocupação da entidade é com o custo do benefício, se repassado para a iniciativa privada, e, sobretudo, com a manutenção do emprego dos servidores lotados no setor. Estamos reclamando da situação do refeitório há muito tempo. A precariedade apontada pelo secretário da Administração não nos espanta. O que nos espanta é que a Prefeitura já sabe do problema há mais de dois anos. Informamos o então secretário Antonio Gérson de Araújo sobre o caos no refeitório, com laudo do Corpo de Bombeiros que atesta que a cozinha não poderia funcionar. Além disso, enviamos vários ofícios para a Prefeitura, disse Sônia Carvalho.

A entidade mencionou que não há crítica em relação às cozinheiras. Se a matéria prima, as instalações e as condições de trabalho são péssimos, como podemos cobrar dessas servidoras? Tudo o que o secretário falou sobre a precariedade do local nós assinamos embaixo. Isso não é novidade. O que preocupa o sindicato é a possível utilização dessa situação para justificar a terceirização. Fica cômodo para a Prefeitura, que deixou a situação chegar onde chegou, agora resolver o problema contratando a iniciativa privada, contesta Carvalho.

O sindicato defende a construção de um refeitório de boa qualidade. O secretário já tem um bom exemplo na Prefeitura. Ele conhece muito bem a cozinha piloto do DAE, um exemplo de comida balanceada e instalações em boas condições, opina a sindicalista. O Sinserm também lembra que estava na pauta de negociações do ano passado a precariedade da cozinha da Prefeitura. Nós repetimos esse assunto na pauta deste ano. Queremos a construção de um refeitório e a criação de uma comissão formada por servidores para acompanhar o cardápio, adiantou a diretora do sindicato.

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