Senhor delegado geral de Polícia, Marco Antônio Desgualdo. Permita-me, com todo respeito, que eu me apresente: sou o coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Rodolfo Antônio Castein Castilho, RE 167-8 e tenho, atualmente, 78 anos de idade. Senhor delegado, dias atrás eu e minha esposa, sra. Léa G. Castilho, também na faixa dos 70 anos, tivemos um desagradável pequeno incidente de trânsito, em uma via pública na cidade de Bauru, no qual fomos injuriados e ameaçados por dois energúmenos de 25 anos de idade, aproximadamente.
Após deixarmos o local do incidente, eu me propus a procurar uma Delegacia de Polícia desta Comarca, para fazer o competente Boletim de Ocorrência, a fim de que pudesse iniciar os procedimentos legais de um processo. Como estava próxima da Delegacia de Investigações Gerais do Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG-Garra), dirigi-me para essa repartição policial, onde eu sabia que serviam neste referido órgão dois ex-alunos meus, provenientes da Faculdade de Direito de Bauru, os ilustres doutores delegados José Jorge Cardia e Silberto Sevilha Martins. Há muitos anos eu não tinha contato com estes dois brilhantes ex-alunos. As notícias que me chegavam sobre eles vinham através da imprensa.
Elas mostravam esses dignos delegados e suas equipes como os mais implacáveis e eficientes caçadores de marginais. Cabe a estas duas autoridades, na cidade de Bauru, a solução de crimes mais inescrutáveis e a perseguição de meliantes mais ferozes e, geralmente, o desiderato era sempre de acordo com o desejo da sociedade local e, principalmente, da Justiça. Por isto, eu esperava encontrar, nas pessoas dos doutores delegados José Jorge Cardia e Silberto Sevilha Martins, dois ferrabrases, mata-mouros, truculentos e, por dizer, arrogamntes. No entanto, qual não foi minha surpresa ao ser recebido fidalgamente por estas duas autoridades policiais, homens gentis, de trato humano, finos e educados, que me dispensaram toda a atenção e as orientações possíveis no meu caso.
Assim, em vista do tratamento cordial recebido, e do que vi e senti na delegacia do DIG-Garra, não poderia deixar de escrever a V.Sa esta carta, registrando tal fato e pedindo, por obséquio que ela seja juntada à suas fés de ofício. Estes dois elogios que hora faço às autoridades policiais aqui citadas, peço sejam, também, extensivas ao investigador de Polícia José Porfírio da Silva e ao escrivão de polícia Edson Yoshino. Senhor delegado geral, a Polícia Civil de Bauru está de parabéns. É quase impossível montar uma equipe mais eficiente e mais cordial e educada do que esta que compõe a DIG-Garra. Certo de sua atenção, desde já muito agradeço, com minhas cordiais saudações.
Em tempo - Após os fatos narrados acima, em conversa com inúmeros bauruenses, notei que a impressão que todos têm sobre a DIG-Garra de nossa cidade é a mesma que hora lhe transmito, isto é, uma equipe composta de homens impertérritos, educadores e competentes. (Rodolfo Antonio Castein Castilho - Cel. Res. PM - RE 167-8)