Todo indivíduo que é contumaz em se engrandecer pode um dia se afundir. Portanto, jamais devemos obrar com tanta fidúcia, exclusivismo e egoísmo exacerbado. O indivíduo egótico, que se atavia com exagero, possui todas as mazelas, até mesmo o de ser adulador de si próprio, e são trepados, na importância do presumido saber intelectual, fortuna pecuniária e importância pessoal, patenteando um espírito acanhado, numa fusão de desvairamento e insensatez.
É verdade que devemos ter confiança em nossas aptidões intelectuais e construtivas para impetrar nossos desígnios maiores, mas há uma demarcação necessária para isso. A jactância estouvada é perniciosa.
As afirmativas presunçosas, esquadrinhando de maneira a valorizar-se além do normal, não devem ser jamais articuladas com contumácia. Declarações megalomaniíacas são demonstrações de prosápia e fanfarrice, ajuizando delírios de grandeza. É o apanágio do ignorante e fanfarrão.
Antes do batismo do navio Titanic, na sua viagem inaugural, diziam categoricamente seus construtores, nem Deus será capaz de afundar este navio, sua segurança está além da vontade divina. Mero engano, e quanta tafularia e ostentação, pois esse invencível transatlântico foi sobrepujado com facilidade pela força da natureza. Uma ponta de iceberg que encontrou no seu caminho foi o suficiente para desbaratar aquelas bazófias asseverações de grandeza e casquilharia desmedida; e um grande número de passageiros pagou com a vida por essa nugacidade, pois pela terminante convicção de sua solidez, o navio não dispunha de número suficiente de botes salva-vidas para um ocasional calamitoso acontecimento.
Queremos, muitas vezes, de alguma forma nos elevar com ataviamentos pessoais para florar aos olhos alheios a nossa importância.
Quem age com jactância comete a filáucia, que nada mais é do que a arrogância, a presunção, a impostura, a cabotinagem. É arrogar-se hipotética importância; atribuir-se autoridade por ser retentor de domínios financeiros e materiais; por computar-se suprema inteligência, e capacidade imperscrutável.
Não raro, encontramos pessoas que vivem numa ilusão fabricada por ela mesma, imposta por um radical exclusivismo, de que seu juízo é o mais perfeito e correto, quiçá a singular verdade para as todas as realizações humanas.
O indivíduo que vive uma empáfia exarcebada de si mesmo levanta a sua psicopatia a tal nível de egotismo que chega a evidenciar preterição até por pessoas amigas e que lhe são caras.
Devemos majorar nosso entendimento às alturas infinitas de todo nosso conhecimento interior, equiparando-o às mais elevadas montanhas da natureza, agigantando um pensamento temperante de nossas emoções.
(*) Cel Iracy Vieira Catalano é do Lions Clube de Bauru Centro