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Empresário diz que chegou em Bauru no dia 8 de março

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

A ocupação do barracão no qual foi instalada a cozinha da Nutriplus Alimentação & Tecnologia, em Bauru, para fornecimento de refeições à Prefeitura, ganhou uma nova versão, ontem, com a presença do empresário Ignácio de Moraes Júnior. O diretor da empresa apresentou as justificativas para sua chegada precoce à cidade. Ele admitiu, ainda, que as refeições servidas, ontem para os servidores, foram feitas na cozinha industrial recém-instalada, que ainda não conta com alvará da Vigilância Sanitária, ou seja, de forma irregular.

Na nova versão sobre o barracão, Moraes Júnior afirma que o contrato ainda não está assinado, justificando o também proprietário da empresa, Gérson Pitorri, que havia afirmado que o aluguel teria sido acertado na quinta-feira. Para ele, a afirmação de Pitorri era de que a empresa passou a considerar o contrato valendo a partir do momento em que ganhou a concorrência da Prefeitura. Por outro lado, a Assessoria de Imprensa da Nutriplus havia informado que a empresa ocupava o prédio desde 9 de março.

Moraes Júnior disse que uma equipe da empresa veio a Bauru, para conhecer a cidade, no dia 8 de março, em razão da intenção de participar de uma concorrência para fornecimento de alimentação que estava sendo desenvolvida pelo Instituto Lauro de Souza Lima.

De acordo com o empresário, a equipe visitou vários imóveis e no dia 12 fez uma visita técnica ao Lauro de Souza Lima, comprando o edital e fazendo a vistoria técnica. Assim, a Nutriplus teria feito um acordo com a imobiliária que intermediava o aluguel do prédio e, mesmo sem contrato e sem saber se venceria a concorrência, começou a trabalhar em algumas reformas no imóvel que, segundo ele, eram obras de baixo valor.

Arquiteto, Moraes Júnior fez o projeto hidráulico e de gás para que ficasse fácil a implantação da cozinha. Para ele, os trabalhos que começaram a ser realizados (canaletas e esgotos) são os mais difíceis e mais baratos e, por isso, arriscou a fazê-los, mesmo sem saber se iria ficar no prédio ou não.

Porém, a equipe na Nutriplus não conseguiu finalizar os quase 600 cardápios que o edital do Lauro de Souza Lima exigia e, assim, a empresa não pôde entregar a proposta no dia 19 de março. Mas, no dia 23, chegou a carta-convite para participação no processo da Prefeitura. Mais uma vez, apesar da indefinição, a empresa resolveu arriscar e continuar as obras no barracão.

No dia 27, foi realizada a entrega da proposta. No dia seguinte, quando descobriu que ganhou, a empresa colocou cerca de 20 pessoas no trabalho, para acelerar o serviço, terminando as obras físicas e instalando os equipamentos, que a empresa já tinha de reserva, já que seria comum a ocorrência de fornecimentos de emergência como este.

Moraes Junior disse que, mais do que a concorrência do Lauro de Souza Lima e o convite da Prefeitura, pretendia se instalar em Bauru em razão do potencial, já que a cidade só tem uma empresa do setor e um potencial regional estimado em 48 mil refeições por dia. Segundo ele, o investimento na cozinha industrial foi de aproximadamente R$ 35 mil, que seria coberto pelos seis meses de contrato com a Prefeitura.

O empresário disse que a empresa é livre para montar uma cozinha em qualquer lugar do País, desde que esteja com todos os papéis em dia. Ele diz que foi uma coincidência o fato de o Hospital ter terminado um prazo de concorrência no dia 19 e a Prefeitura ter iniciado no dia 23.

Moraes Junior disse que a equipe que veio na frente havia iniciado os contatos para a contratação dos 25 funcionários que foram efetivados na última semana. Ele disse que isso foi antecipado porque o custo necessário era mínimo.

Custo

De acordo com ele, a empresa tem cerca 1,8 mil funcionários, entre fixos e temporários, espalhados pelos locais de atuação nos Estados de São Paulo, Paraná e Pernambuco. Ele calcula que a Nutriplus faz, em média, 150 mil refeições por dia em todas as praças.

Moraes Júnior disse que, sobre o preço, o valor que apresentou ganhou de outras cinco empresas, inclusive uma local, que teriam se oferecido para prestar o serviço por valores maiores. Ele justifica o preço maior do que o do Departamento de Água e Esgoto (DAE) em razão das exigências do edital. Um dos pontos que encareceria é a utilização de recipiente (marmitex) quadrado e com repartições, que exige mais mão de obra para fechamento, diferente da redonda. Além disso, a comida teria que ser distribuída em 21 pontos diferentes.

Outro ponto encarecedor seria o pagamento pelo serviço em 60 dias, que gera custos com a antecipação de pagamentos de tributos, salários e pagamento de fornecedores.

Três respostas diferentes para a mesma pergunta

* Gerson Pitorri, sócio da Nutriplus: barracão foi alugado na última quinta-feira

* Elói de Oliveira, assessor de impresa da Nutriplus: prédio foi ocupado no dia 9 de março

* Ignácio de Moraes Junior, sócio da Nutriplus: equipe chegou no dia 8 de março

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