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Polícia Militar intensifica o policiamento no Bauru I

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar, em função das reclamações de falta de segurança por parte dos moradores do Núcleo Bauru I, que no sábado fizeram um protesto que interditou a rua de acesso ao bairro, intensificou o policiamento na localidade. O capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante da 3.ª Cia, responsável pelo policiamento da região do Bauru I, disse que não houve aumento nos crimes para motivar o protesto.

De 1 de janeiro a 31 de março foram notificados pela PM quatro furtos a residência, um flagrante de furto a residência e dois roubos, sendo um a transeunte e um a ônibus no Núcleo Bauru I. Essas ocorrências, de acordo com o capitão Wellington, representam apenas 1,02% do total das notificadas na área da 3.ª Cia, que abrange as regiões Oeste, Noroeste e Leste, onde está o Bauru I.

Mesmo não registrando aumento de furtos e roubos, a PM intensificou o policiamento no Núcleo Bauru I. Passaram a atuar no bairro os policiais de bicicleta da Base Leste, que vão patrulhar as trilhas do matagal que cerca o bairro, e os policiais de moto, do Grupo Especializado de Policiamento Motorizado (Gepom) da Base Leste, de acordo com o capitão.

À noite, o policiamento será reforçado com o patrulhamento feito pelos policiais da Cavalaria em pontos considerados mais perigosos. Outra medida tomada é colocar o Bauru I como um dos pontos de estacionamento das viaturas em patrulhamento. O reforço do policiamento, de acordo com Wellington, foi acertado já no dia do protesto, pelo comandante da Base Leste, tenente Alessandro Rosseto.

Essas medidas são as possíveis de serem tomadas com efetivo atual da PM, de acordo com o capitão Wellington. Ele explicou que dispõe de 191 policiais para patrulhar a área da 3.ª Cia, que é composta por 109 bairros. Para que cada bairro tivesse uma viatura com dos policiais, seriam preciso mais de mil homens, frisou.

Wellington ressaltou que os moradores do Núcleo Bauru I que, conforme matéria publicada pelo JC na edição de domingo, diziam estar sendo vítimas dos marginais, não procuraram a PM antes do protesto para solicitar reforço no policiamento. Ele também lembrou que o bairro não vem participando das reuniões do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Leste, onde os problemas de segurança e até de outras áreas são discutidos e encaminhadas soluções.

Outro problema do bairro, conforme explicou, é o matagal existente nas proximidades, que pode ser usado para esconderijo de marginais ou produtos furtados ou roubados, o grande número de casas vazias, a pouca interação entre os moradores por estarem morando no local há pouco tempo, e a falta de associação de moradores. O capitão Wellington também lembrou que, na última sexta-feira, a PM, durante uma blitz, recapturou um foragido da Justiça no Núcleo Bauru I.

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