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Salgadeira reclama de atitude dos Correios

André Tomazella
| Tempo de leitura: 2 min

Ana Valéria Calciolari, que é salgadeira, está pedindo explicações, via advogado, à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) sobre um erro de recadastramento de seu CPF.

Em 21 de agosto do ano passado, Ana tentou abrir um crediário em uma loja do centro da cidade e a loja indicou que o seu CPF estava bloqueado. Ana dirigiu-se, então, até uma agência dos Correios para recadastrar o documento. A informação da atendente foi de que, ao realizar o recadastramento pela Internet, o processo seria mais rápido e que, no dia seguinte, o CPF estaria desbloqueado. Ana pagou os R$ 2,00 cobrados pela operação e recebeu o recibo da declaração de isento.

Alguns dias depois Ana tentou novamente abrir o crediário e o CPF continuava bloqueado. No começo não deu muita importância ao fato.

Passados 30 dias, Ana resolveu abrir uma conta corrente no banco Real e, para sua surpresa, os atendentes que estavam realizando a operação informaram que o seu CPF ainda se encontrava bloqueado e que o problema estaria com a Receita Federal.

Eu fui, na segunda-feira, na Receita Federal e chegando lá, a atendente verificou que o meu CPF não estava cancelado. O problema é que os Correios não haviam dado baixa no documento, que constava ainda como bloqueado, comenta. Realizando um novo recadastramento via Internet, na Receita Federal, e deixando o documento em ordem, Ana resolveu solicitar a devolução do seu dinheiro nos Correios. Chegando lá, foi informada de que a instituição não reembolsa, apesar de reconhecer o erro. Não é pelos R$ 2,00, mas é pelo meu direito de receber o dinheiro de volta uma vez que o serviço pago não foi realizado, desabafa. Diante da recusa dos Correios, Ana resolveu constituir uma advogado que solicitou explicações sobre o ocorrido. A solicitação foi realizada no dia 19 de dezembro. Até hoje os Correios não se manifestaram, comenta.

Para a Assessoria de Comunicação dos Correios, a avaliação do caso só é possível através da reclamação por escrito da consumidora, endereçada ao setor de Imprensa da empresa. Nós nunca deixamos a imprensa sem resposta, mas para apurarmos o caso em meio a milhares de reclamações, necessitamos das informações da reclamante por escrito, comenta o assessor comunicação dos Correios, Celso Alfredo Camargo Freitas. Pode ser que tudo tenha sido apenas uma dificuldade de comunicação ou um mal-entendido, comenta.

A reclamação pode também ser encaminhada por e-mail. O endereço é ascom-spi@correios.com.br.

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