Com o título acima, a Tribuna do Leitor do dia 11 de março passado, publicou a matéria escrita pelo eminente professor José Benedicto Pinto, que a certa altura diz: É importante que pai e mãe arranjem sempre tempo para ouvir, para participar, para impor limites e ouvir os filhos.
A propósito, o texto-base da Campanha da Fraternidade 2001, nos números 174 e seguintes, trata do Papel das famílias, das escolas e das igrejas, e diz que essas instituições podem também educar para a disciplina preventiva e construtiva. A falta da disciplina, que tem um papel importante na questão dos indispensáveis limites positivos - sem os quais não podemos ser gente, nem conviver com os outros - pode ser um fator motivador do uso de drogas.
Os dependentes de drogas são geralmente pessoas enfermas de afeto, não sabem amar de maneira justa porque não são amados de maneira correta também.
É comum nos dias de hoje culpar-se a sociedade de consumo, pelo abandono dos filhos. O casal tem de correr em busca do sustento e, na maioria dos casos, não coordenam suas atividades com a grande responsabilidade de educar os seus próprios filhos. Ao chegarem em casa, no final da jornada de trabalho, querem compensar suas ausências com um sem número de concessões, abrindo aos filhos um vasto campo de possibilidades para explorarem suas carências afetivas. Não está havendo o estabelecimento de um limite; e esses filhos crescem pensando que a vida será sempre fácil; têm tudo o que desejam. E tendo também toda a liberdade, não vigiada, e sendo enfermos de afeto, com muita facilidade ingressarão no mundo das drogas, como escape para as suas frustrações domésticas.
Os pais se examinem enquanto é cedo! Procurem ajuda, antes que aconteça...
Mas...
Nem tudo está perdido! O trabalho de recuperação é demorado, oneroso, a família toda chega à beira do desespero... mas, calma... tenha fé; tenha paciência; reze e o Pai, com certeza, fará esse milagre! (Francisco F. Nunes - Xiko - RG: 5.279.300)