Certo dia, no pesqueiro Fiu-Fiu, estavamos curtindo uma pesca esportiva, eu (Landulpho Hortêncio), meu irmão Waldemar Alves de Sena Neto e meu amigo César Leonardo, que mora em Assis, São Paulo. Ele veio prestigiar os pesqueiros da cidade.
Tudo corria muito bem, muitos peixes: pacus, piaus, peixes-gato, etc.. Mas o Neto, ao tentar lançar a linha na água, enroscou a linha em outra linha que estava na árvore. Quando constatado o enrosco, notamos que estavam presos anzol com anzol, então o Neto pediu para que o César o segurasse em cima da grade de madeira, que circunda o tanque, para que ele tentasse soltar o seu anzol.
Na primeira tentativa, o Neto balançou e quase caiu no tanque. Na segunda e última tentativa, ele conseguiu soltar seu anzol, só que o anzol da árvore ficou enroscado em seu dedo polegar.
Foi aquela gritaria, pois ele estava se desequilibrando com o anzol enroscado em seu dedo, e o César segurando, então ele começou a gritar...
Ah! Landulpho, não deixa o César me soltar, pelo amor de Deus! Landulpho, não deixa o César me soltar, pelo amor de Deus! Ai!!! meu dedo, ai meu dedo, ai meu dedo...
Naquele momento, o azol escapou e o Neto ficou com um corte no dedo.
Depois de tudo isso, tivemos um fim de pescaria ótimo com muitos peixes. Inclusive o Neto - o do dedo cortado - pegou uma bela carpa albina de mais ou menos 2,5 Kg.
Quem quiser conferir é só chegar lá, no pesqueiro Fiu-Fiu, e ver a bela carpa toda branca, que está no viveiro da lanchonete.
Ah!!! Já ia me esquecendo, o César gostou muito do pesqueiro e disse que quando vier passar um fim de semana novamente em Bauru, com certeza, quer voltar lá.
(*) Landulpho Nascimento Hortêncio é pescador e contador e histórias