O Sindcop reivindica reajuste salarial, redução da jornada de trabalho, aposentadoria aos 25 anos de trabalho e piso salarial de R$ 800,00 para carreiras de apoio. Segundo Sousa, os agentes penitenciários também querem que as gratificações sejam incorporadas ao salário. Se incorporar ao salário-base do agente da ativa, vai corrigir o que a inflação levou nos últimos sete anos, algo em torno de 68% a 70%. Isso significaria um aumento real de salário, explicou.
A incorporação beneficiaria, também, aqueles que pretendem se aposentar. Após 35 anos de trabalho, o agente se aposenta e perde 30% das gratificações. Quer dizer, após tanta dedicação, ainda é punido, reclamou Sousa.
A superlotação dos presídios é outra luta dos trabalhadores. Em Bauru cada uma das unidades tem capacidade para 538 presos, mas abrigam cerca de 920 detentos. Se já era difícil controlar a situação com a população carcerária no limite, imagine com quase o dobro?, questiona o sindicalista.
De acordo com ele, nas celas com capacidade para um preso, estão dois; nas celas de dois, há quatro. A segurança fica comprometida. Nos dias de visita a vigilância é precária. Não houve aumento no número de funcionários, contou.