De acordo com o levantamento mensal realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o número de registros de inadimplentes no comércio de Bauru, em março deste ano, teve uma queda de 30,08% em relação ao mesmo período de 2000. No mês passado, foram efetuados 3.883 novos registros no cadastro do SPC, contra 5.554 em março do ano que passou.
Já o número de consultas (físicas, jurídicas, cheques, cartório etc) feitas por lojistas junto ao órgão de proteção ao crédito ficou 1,85% acima do total registrado no mesmo período do ano 2000. O levantamento do SPC mostrou 49.286 consultas feitas em março deste ano contra 48.389 no mesmo mês do ano passado. Segundo o economista e consultor de empresas Carlos Roberto Sette, esse aumento nas consultas feitas junto ao órgão significa que a movimentação no comércio foi maior em março deste ano, em relação ao mesmo período de 2000. Isso também seria um fator positivo.
O número de registros excluídos do cadastro em março deste ano foi 7,68% menor do que no mesmo mês do ano passado. Os números do SPC mostram 2.452 cancelamentos este ano contra 2.656 no ano passado. Porém, para Sette esse percentual é insignificante, principalmente considerando a enorme diferença para menos no total de registros que foram incluídos no cadastro do órgão em março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em relação aos cheques emitidos por consumidores no comércio de Bauru, no mês passado foram incluídos 763 no cadastro de inadimplentes, contra 1.072 em março do ano 2000. Já o número de cheques excluídos dos registros em março deste ano ficou em 239, contra 231 no mesmo período do ano passado. Outras duas boas notícias para o comércio da cidade.
Para Carlos Sette, a queda de 30,08% nos registros de inadimplentes incluídos no cadastro do SPC em março deste ano, na comparação com março do ano 2000, é uma prova clara da recuperação do crédito e de que os consumidores estariam indo às compras de maneira mais consciente e programada, evitando a inadimplência. Os números deixam claro que está aumentando a capacidade dos consumidores em liquidar seus débitos e em programar melhor as suas compras, evitando assumir dívidas que não conseguirão pagar. Podemos dizer, sem medo, que o consumidor de Bauru está mais consciente, afirma o economista.