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Mapa das Profissões - Carreira militar I : Aeronáutica

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 4 min

As Forças Armadas também estão apostando na modernização tecnológica e na atualização de seu pessoal. Daí a procura crescente por jovens com bom desempenho acadêmico e preparo intelectual para operar computadores e instrumentos cada vez mais complexos. Por isso, ingressar na Marinha, no Exército ou na Aeronáutica também é uma opção interessante - mesmo para aqueles que não possuem um espírito bélico dos mais exaltados.

Certos aspectos, porém, não mudaram. O principal é o respeito à disciplina e à hierarquia, palavras-chave na vida de farda.

Para entrar nas Forças Armadas, o candidato deve preencher alguns pré-requisitos. É preciso ser brasileiro nato, isto é, não naturalizado. Homens devem ter pelo menos 1,60 metros de altura e mulheres, 1,55. Além disso, as mulheres têm de assumir o compromisso de não ficar grávidas durante o curso de formação, que pode durar até quatro anos.

A maioria dos concursos inclui avaliação física, mas não é necessário ser um Rambo para trilhar os caminhos que levam aos quartéis e às bases do Brasil. Os que sonham desde meninos ser piloto de caça, capitão de navio ou pára-quedista do Exército podem dirigir-se diretamente às escolas militares de ensino superior ao terminar o ensino médio. Quem gosta de engenharia pode ter ao mesmo tempo a formação técnica e a militar nos centros especializados do Exército e da Aeronáutica (que estão entre os melhores do país). Outra possibilidade é cursar uma faculdade e depois fazer o concurso para os quadros complementares de oficiais. É assim que as três forças selecionam advogados, professores, psicólogos e uma série de profissionais necessários à administração.

Aeronáutica

Academia da Força Aérea (AFA)

A AFA equivale a um curso superior e forma oficiais para os quadros de Aviação, Infantaria e Intendência. O curso dura quatro anos, em regime de internato. A seleção inclui provas de inglês, matemática, física e português, além de avaliações psicológica e de saúde. Também há uma prova de aptidão física. Após o curso, você se forma como aspirante-a-oficial e, se seguir carreira, pode chegar a brigadeiro, a patente mais alta da Aeronáutica.

Quem pode inscrever-se: para o curso de oficial aviador, somente alunos egressos da Escola Preparatória de Cadetes da Aeronáutica (Epcar). Para o curso que forma oficial de Infantaria, o candidato deve ser homem, ter no mínimo 1,60 metros de altura, no máximo 20 anos até 31 de dezembro do ano de inscrição e o ensino médio completo ou em fase de conclusão até a data da matrícula. Para o curso de Intendência, podem inscrever-se homens e mulheres com as características acima.

Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)

O ITA se destina a formar engenheiros nas áreas de Engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica Aeronáutica, Civil e Computação. Para entrar no instituto, o candidato deve fazer provas de física, química, inglês, português e matemática. Na matrícula para o concurso, ele indica se quer ou não ingressar na Aeronáutica após a formatura. Quem optar pela carreira militar deve fazer também o teste de avaliação física. Neste caso, o aluno é declarado primeiro-tenente após o curso e pode chegar ao posto de brigadeiro.

Quem pode inscrever-se: homens e mulheres que tenham 23 anos de idade até 31 de dezembro do ano da inscrição e que já tenham concluído ou estejam concluindo o ensino médio.

Para quem já tem faculdade

Epcar

Atualmente é oferecido na Escola Preparatória de Cadetes da Aeronáutica (Epcar), mas há planos de levá-lo para o Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Belo Horizonte. Destina-se a formar oficiais médicos, dentistas e especialistas em farmácia. O candidato deve fazer provas de conhecimentos específicos e língua portuguesa. Após o término, o aluno é declarado primeiro-tenente e pode fazer carreira até o posto de brigadeiro.

Quem pode inscrever-se: homens e mulheres formados em Medicina, Farmácia ou Odontologia com até 32 anos no ano da inscrição.

Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA)

O Quadro Complementar de Oficiais se destina a atender à demanda da Aeronáutica por profissionais especializados. A seleção consiste e em outra de conhecimentos profissionais da área do candidato. O curso de formação de oficial do QCOA é dado na Epcar e dura dez semanas. Ao término, o aluno é declarado segundo-tenente da reserva e convocado a servir por um período inicial de dois anos e que pode chegar no máximo a dez. Mesmo assim, não será promovido além do posto de primeiro-tenente. Quem pode inscrever-se: homens e mulheres até 42 anos que possuam diploma reconhecido pelo MEC na área em que pretendem atuar. Os cursos solicitados variam a cada ano.

No último concurso havia vagas para as seguintes profissões: Engenharia Civil, Engenharia Eletrônica, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Telecomunicações, Administração de Empresas, Arquitetura, Serviço Social, Biblioteconomia, Relações Públicas, Serviços Jurídicos, Fisioterapia, Fonaudiologia, Jornalismo, Ciências Contábeis.

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