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NÃO EXISTE LIXO

José Eugênio Chibebe
| Tempo de leitura: 2 min

Apresento-me, pela primeira vez nesta coluna, e parabenizo a editoria deste jornal pela matéria publicada em 1.º de abril no caderno JC nos Bairros - Lixo: responsabilidade do poder público e da população, pela jornalista Josefa Cunha.

É um problema sério, que tem sido abordado com propriedade e com certa freqüência pelos meios de comunicação, tentando sensibilizar poder público e comunidade das suas responsabilidades.

Os resultados são perceptíveis: o poder público amplia a área de coleta seletiva, administra adequadamente o aterro sanitário e se preocupa com o destino dos resíduos hospitalares. As empresas desenvolvem programas de reciclagem de material e as famílias respondem positivamente aos chamados.

Os resultados são perceptíveis, mas muito tímido e modestos se forem comparados com o que falta, é preciso e deve ser feito.

Não é só proposta, coloco-me à disposição do poder público, da comunidade e deste jornal para coordenar o Projeto: Não Existe Lixo.

1 - articular movimentos isolados já existentes, principalmente na área educacional, envolvendo pré-escolas, ensino fundamental, médio e superior.

2 - motivar empresa a implementar seus programas de reciclagem de material, ao tempo em que outras seriam iniciadas no projeto;

3- encontrar alternativas para cadastramento das pessoas que trabalham informalmente na coleta seletiva, proporcionando-lhes, através de parcerias, melhores condições de trabalho, desenvolvendo aspectos educacionais e promovendo sua importância para a comunidade em geral;

4 - nossa cidade apresenta componentes importantes para o sucesso do projeto; ampla e diversificada rede de ensino, grandes empresas envolvidas com o material reciclável, principalmente papel e plástico, sistema de comunicação compromissado com a prestação de serviço e com o bem-estar social e a comunidade acordando para a gravidade do problema e necessidade de participação. Meu sonho é ver em Bauru a Curitiba Paulista.

Ao poder público compete dar suporte às iniciativas populares, e responder concretamente aos seus anseios: usina de compostagem, centrais de reciclagem de material incinerados ou similares para os resíduos hospitalares.

Precisamos entender que há muito a ser feito, e não podemos admitir que daqui a pouco tempo novos 30 alqueires sejam desapropriados para guardar nosso lixo.

Mão-a-obra! Vamos trabalhar? (José Eugênio Chibebe - RG. 4.823.060)

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