Caros leitores desta ínclita e palpitante coluna, permita-me lembrá-los de que o nosso querido Brasil é o país (ou um dos) que possui a maior carga tributária (impostos) cobrada de seus pobres habitantes.
Nem por isso oferece muito em troca, muito pelo contrário, basta observar a situação de penúria em que vive a grande maioria da população, pobres e neopobres, advindos da classe média baixa, vítimas do sistema neoliberal que assola a terra do samba e do futebol. Como se não bastasse, ainda somos obrigados a ouvir as palavras melífluas do nosso presidente caixeiro-viajante, cheias de sofismas e falsos entusiasmos, quando propala aos quatro ventos que conseguiu resolver aquilo que parece ser o maior contencioso, sem exagero, do mundo. Estamos transformando este contencioso no maior acordo do mundo(Sic). Trata-se do pagamento (????) da correção do FGTS dos planos Verão e Collor I. Quem é o único devedor desta citada correção? - O governo é claro. Quem deve pagar de Imediato e Integralmente aos trabalhadores? É claro que é o Governo. Entretanto, alegam não ter dinheiro e fazem esses subservientes senhores que dizem representar o povo brasileiro, um acordo leonino, carregado de demagogia, visando beneficiar os eleitores que têm a receber até R$1.000 (pagando à vista). Estes trabalhadores representam a maioria (cerca de 90%) do total de contemplados. Os demais, com valores acima de R$ 2.000 e R$ 5.000 ( a minoria), deverão esperar, seguindo uma tabela que se estica até o ano de 2006, para receber em parcelas e, pasmem senhores, com um deságio entre 10% a 15%. Ora, para pagar os juros da Dívida Externa ao FMI, não há pedido de deságio algum, ou seja, não tem choro nem vela; paga-se em dia, sem nenhum atraso. Desta forma, entrega-se de maneira criminosa, nosso patrimônio público (vide privatizações) e o que é pior, a famigerada Dívida Externa não diminui. Experimentem estas pobres almas brasileiras que fazem jus a esta correção (FGTS), pagar qualquer imposto fora do prazo, IPVA, por exemplo. simplesmente, pagarão sem piedade, multas abusivas e juros de mora. A tabela do Imposto de Renda não é corrigida desde 1994, implicando em maior arrecadação do malfadado tributo de maneira indevida mordendo mais o bolso do assalariado, além de diminuir os isentos de tal pagamento. Agora, no acórdão do nosso presidente, quem não aceitar o deságio de 10% ou 15%, que procure a Justiça!!! Viva a democracia brasileira!!! Salve-se quem puder!!! (ou quem pagar mais!!!) Até quando meu povo??? (Fernando Lucilha Júnior - RG. 5.023.414)