O volume total das exportações realizadas por empresas da região de Bauru no primeiro trimestre deste ano, segundo levantamento da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), foi de US$$ 5,59 milhões. Isso significa uma superação de 34,42% em relação às exportações registradas no mesmo período do ano passado, que ficaram em US$ 4,16 milhões.
O principal destino das mercadorias exportadas durante os três primeiros meses deste ano foi o Mercosul, que ficou com US$ 3,71 milhões do total das exportações do período. Logo atrás ficou o chamado mercado comum (Estados Unidos, Europa), com US$ 1,01 milhão, seguido pelo Chile, com US$ 785,20 mil, e por último, a Bolívia, com US$ 75,35 mil do total das exportações do primeiro trimestre do ano 2001.
A evolução dos resultados mês a mês, até março, também foi bem mais positiva este ano. Em janeiro, o total exportado foi de US$ 1,52 milhão; em fevereiro, US$ 1,85 milhão, e em março, US$ 2,21 milhões. No primeiro trimestre do ano passado os números se mostraram mais irregulares. Em janeiro, o total de exportações ficou em US$ 2,07 milhões. Em fevereiro, houve uma queda brusca para US$ 744,25 mil. Em março, o total foi de US$ 1,34 milhão.
Quanto ao destino das exportações, no ano passado o Mercosul já era o principal mercado, ficando com US$ 2,55 milhões do total registrado nos primeiros três meses.
Para o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) de Bauru, professor e economista Reinaldo César Cafeo, a centralização das atividades da Estação Aduaneira (Eadi) de Bauru é um dos principais fatores que vem resultando na estimulação do comércio internacional na região. O maior cuidado que o governo estaria dedicando ao assunto exportação também seria um fator importante para a obtenção dos resultados altamente positivos que vêm sendo alcançados este ano.
Desde o ano passado, o governo também vem concentrando mais o seu foco sobre as exportações, porque nós temos um déficit acentuado na balança comercial que precisa ser revertido. Então, as linhas de crédito estão ficando um pouco mais abundantes e baratas aos empresários. Além disso, o governo vem trabalhando na redução do chamado custo Brasil, tirando um pouco a burocracia e possibilitando uma velocidade maior nas exportações, até mesmo, com alguma desoneração fiscal. E, sem dúvida, a desvalorização da moeda acaba inibindo um pouco as importações, mas estimula as exportações, porque ela transforma cada dólar vendido em mais reais internamente. Naturalmente, as empresas começam a focalizar mais o comércio internacional, avalia Cafeo.
Além de todos esses fatores, o economista também aponta o bom desempenho do setor industrial brasileiro como um todo, neste ano. Os próprios números registrados até agora já indicam, segundo ele, o crescimento da indústria. Isso tudo é extremamente positivo porque, no mínimo, as indústrias conseguem garantir a lucratividade interna. Ou seja, a queda do mercado interno pode ser compensada com as exportações, observa Cafeo.
Para o economista, o déficit da balança comercial brasileira só continua porque o País não está conseguindo manter o nível de importação e desenvolver, numa velocidade maior, as exportações. Há um crescimento visível no volume de exportações, mas, não o suficiente para reverter esse quadro. Contudo, a região de Bauru está dando um exemplo de que é possível essa reversão, pelo menos, a médio prazo, conclui.