Luiz Alan, em seu comentário do JC do dia 22/3/01, fala sobre discriminação racial, no seu entender, que, os descendentes da raça negra são marginalizados pela sociedade. No entanto, segundo a minha maneira de entender, não é esse o motivo da discriminação e sim, o caipirismo que está envolvendo o nosso povo de maneira geral, ao se ver em pleno Calçadão, jovens com calças largas até o meio da canela, brinco na orelha, vestindo camisa com a figura de Che Guevara no peito, bonezinho na cabeça virado para trás, e mocinhas fumando com bolinhas presas no nariz. Este sim é o motivo da discriminação que, naturalmente, deixariam de ser admitidos em uma loja para trabalhar, com exceção da Prefeitura que admite essa maneira social.
É de se considerar que temos brasileiros distintos sem qualquer discriminação enquanto que temos brancos que automaticamente são discriminados por suas próprias culpas, notando-se que para eles o caipirismo faz parte de sua maneira de ser, sem, contudo, ser essa maneira aceita pela sociedade.
Para que se tenha uma idéia de quanto estamos regredindo, basta fazer uma análise da Retrospectiva 100 Anos do JC do dia 1/1/2001 onde mostra os grandes vultos como Einstein, Henry Ford, Santos Dumont, este que inventou o avião para a senadora do PT viajar todas as semanas com a bandeira de Che Guevara, Chaplin, aquele que fazia rir em seus filmes ao invés de mostrar mulheres nuas, Getúlio Vargas que inventou a Siderúrgica Nacional, após vendida por governos incompetentes, Zepelin, Carmem Miranda, que, se tornou famosa no mundo todo com suas músicas maravilhosas, ao contrário de hoje, muitas delas com apenas duas ou três palavras e um batuque ensurdecedor, fato este que não discrimina o cantor por ser negro e sim, pela péssima música e letras que a torna insuportável para os que conheceram músicas de Vicente Celestino, Nélson Gonçalves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Francisco Alves, Izaura Garcia, Hebe Camargo, Mário Zan, Torres e Florêncio, Alvarenga e Ranchinho, Emilinha Borba e tantos outros que ficaram em nossa imaginação pelas lindas músicas.
Gostaria que a imprensa, ao invés de falar em discriminação da raça negra, esta que, dentro de 300 anos será a raça brasileira, hoje com 67% de nossa população como diz Alan, contestasse a maneira social em geral, sem discriminação, mas conscientizando os jovens para um futuro melhor sem preconceitos seja de qualquer natureza, preparando-os também para uma vida política patriótica, pensando no povo em geral ao invés de corrupção que tanto denigre o povo brasileiro atual.
Parabéns ao gato do Andradina. (Carlos Sandrin)