Até que enfim era segunda-feira, meados de maio de 1965. Podíamos pescar sossegados, pois a esposa do Guina Macaúva havia deixado ele pescar, após longos meses de insistências, mas vamos lá...
Decidimos ir ao rio Batalha, um grande afluente do rio São Francisco, perto de Tibiriçá. Levamos nossos flies e toda nossa traia para irmos em busca das famosas piaparas azuis, mas como sempre, Chico Milano não levou suas iscas, ele sempre pesca com tuviras gigantes, mas tivemos que lhe emprestar nossas borboletas sem asas para ele pegar pintados e pirarucus. Mas Chico só gostava de pescar bagres holandeses e por esse motivo ficou decepcionado.
Quando começamos a pescar, Bonini pegou uma piapara, de 78 Kg limpa, e percebemos a presença de uma enorme sucuri, de mais ou menos 19 metros, querendo pegar sua piapara. André o Bugaluzão entrou em pânico, com medo da sucuri, e saiu correndo mata à fora, só sobrou seu celular jogado no chão. Até hoje nunca mais foi visto por alguém (ele sumiu).
Nativos daquela região afirmam ver toda noite um enorme Boitatá gordo pelas margens do rio Batalha. Desconfiam que seria o Bugaluzão, mas achamos que é puro folclore.
Mas então onde estará o Bugaluzão??? João Macaúva jura ter visto um Boitatá grande ser devorado por uma sucuri enorme, mas Chico Milano, com toda sua experiência em acrobacias aéreas, diz ser impossível, por maior que seja o réptil peçonhento, engolir e digerir o Boitatá, digo o Bugaluzão, pois ele era formado em digitação pelo Senac.
Decidimos ir a um especialista em animais, o dr. alemão Carletti, e ficamos sabendo que sua área extermínio de cachorros.
Após tantas tentativas em vão, Chico, João e Guina Macaúva, Carletti e Bonini decidimos desistir, e só nos resta o apelo a todos os pescadores que ao avistarem o Bugaluzão, digo o Boitatá, entrem em contato conosco. Só assim poderemos trazê-lo de volta à sociedade para nossa felicidade.
Robertinho é pescador e sargento reformado da Polícia de Birigui