Sem entrar no mérito da instalação ou não de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) referente à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), os primeiros números divulgados chamam a atenção pelo seu volume.
O rombo apurado está, até agora, na ordem de R$ 1,7 bi, ou seja, mais de 10 vezes o rombo do caso Lalau. E o que é pior, segundo o interventor do órgão, José Diogo Cyrillo, esse volume pode aumentar. Os projetos ainda não apurados podem totalizar R$ 600 mil.
Os primeiros projetos irregulares apontam para R$ 108,6 milhões, tendo como carro-chefe a Usimar Componentes Automotivos S/A, que sozinha tem um volume de R$ 44.154.000,00 em verbas irregulares.
Mas o caso Sudam vai além: tem jogo político pesado. Acusações de ACM contra Jarder Barbalho, tem multas da Receita Federal devido a projetos-fantasmas, há acusações de tráfico de informação, enfim, muita sujeira que precisa ser apurada.
Não é nada agradável termos que perder tempo com notícias de corrupção, mas entendemos que a democracia nos permite esse tipo de situação.
É um caso que vai além do econômico e do político: é um caso de polícia.
Aprofundar nas investigações pode refletir negativamente no mercado, porém, não podemos permitir que a apuração seja abafada. Os números falam por si só.
(*) Reinaldo Cafeo é delegado do Corecon - e-mail: cafeo@economiaonline.com.br