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Nilson desiste de alugar restaurante

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Prefeito diz que aceita sugestão da Câmara em manter cozinha no Caic mas avisa: o prédio não é da Prefeitura

O prefeito Nilson Costa (PPS) afirmou, ontem, que deverá acatar a sugestão dos vereadores e manter a cozinha industrial da Prefeitura no Caic da Vila Nova Esperança, após as reformas necessárias para sua reativação. Ele afirmou que essa decisão, no entanto, será tomada com algumas observações que serão levadas ao conhecimento da Câmara Municipal, já que, no seu entendimento, a melhor opção logística para a Administração seria alugar o prédio da Churrascaria H2.

Na próxima segunda-feira, o prefeito visitará as instalações da cozinha industrial do Caic em companhia do secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias, e das secretárias de Saúde, Eliane Fetter Teles Nunes, e de Planejamento, Maria Helena Rigitano.

Nilson diz que pretende frisar aos vereadores que o prédio do Caic não é da Prefeitura, mas sim de propriedade do Governo Federal. A distância é muito grande. Isso é incoveniente. Por outro lado, nós queremos que o servidor tenha um local distinto, amplo e higiênico para ele se alimentar. E diante disso nós vamos pedir à secretária de Planejamento que acelere a conclusão do projeto de construção do refeitório-cozinha da Prefeitura.

A verba para a obra está prevista no orçamento municipal deste ano. Quero colocar um fim nessa discussão inglória, que não ajuda Bauru a se desenvolver, discursa. O prefeito reconheceu que houve, talvez, precipitação, por parte da Secretaria Municipal de Administração, em interditar a cozinha antes de se encontrar uma solução para a continuidade do fornecimento dos marmitex para os servidores públicos municipais.

Ele explicou que a Administração ainda não assinou contrato de locação com o proprietário da Churrascaria H2. Esse processo ainda está em andamento. Nós não tínhamos ainda decidido. Mas a nossa idéia era ter um local adequado. Por outro lado, essa localização central da churrascaria nos permitiria economizar bastante no transporte, porque haveria um peão aqui no Centro para distribuir o alimento aos 21 postos da Prefeitura. Só a economia no transporte nos permitiria pagar o aluguel.

Sindicância

Sobre a manifestação de um grupo de vereadores, da situação e da oposição, que pede a instalação de uma comissão de sindicância para investigar todo o processo que cercou a intenção de terceirizar a comida dos servidores, o prefeito diz que está tranqüilo.

Nós não temos a menor dificuldade em fazer isso. Aliás, em todas as questões em que surgem dúvidas na Prefeitura é hábito se instaurar uma sindicância, através da Corregedoria. E se os vereadores entendem que é importante isso, nós vamos fazê-lo para que não pairem dúvidas. Nilson afirma que está de consciência tranqüila e garante que, em nenhum momento, a Administração e seus integrantes agiram de maneira desonesta. O prefeito diz que não entende o pedido dos parlamentares como uma imposição.

Nós estávamos em São Paulo na terça e quarta-feira quando houve essa visita (dos vereadores ao Caic). Nos inteiramos na volta da petição dos vereadores, não só de oposição, mas dos demais vereadores. Eu não aceito isso como uma imposição. É uma sugestão para se fazer uma sindicância. Nós vamos fazer. Não temos segredo nenhum.

Compasso de espera com vice

O prefeito Nilson Costa (PPS) avaliou, ontem, que suas relações com o vice-prefeito e presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Dudu Ranieri (PFL), não estão estremecidas, mas em compasso de espera.

A relação entre Nilson e Dudu se desgastou depois que a autarquia municipal divulgou que o custo de produção de seu marmitex é de R$ 1,91, valor bem abaixo dos R$ 3,60 oferecido à Administração pela empresa Nutriplus.

Eu diria que (a relação com Dudu) está em compasso de espera. Nós sempre utilizamos como critério de avaliação de todos os nossos companheiros e auxiliares o elemento competência, o elemento capacidade. Na medida em que a gente tem competência e um bom trabalho, não são fofocas que nos levam a nos desfazer de companheiros. O prefeito avalia que, na medida em que o presidente do DAE oferece um desempenho satisfatório, não será em função do caso marmitex que as relações serão rompidas. Na sua opinião, o valor de produção do marmitex divulgado pela autarquia municipal deixou o comando da Administração em situação constrangedora.

Isso deu a entender que nós poderíamos ter, dentro da Administração, disparidades. Nilson lembra que após a divulgação do valor do marmitex do DAE, despachou o processo ao presidente da empresa pensando ter achado a solução para baratear o custo do produto.

Aí recebemos a informação de que o DAE não estava apto a fornecer esse número de refeições (1,3 mil por dia). Diante dessa informação, eu apelei para que o DAE confeccionasse pelo menos 500 marmitex. Nos chegou um outro levantamento dizendo que o custo não seria mais de R$ 1,91, e sim de R$ 3,00, sem incluir o transporte dos alimentos.

Para o prefeito, se fosse incluído o custo do transporte no valor de R$ 3,00, o valor final chegaria ao preço que foi considerado escandaloso. Eu verifico que ficou uma situação meio constrangedora para a Administração.

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