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Aleluia: é a ressurreição!

N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

As igrejas se abrem hoje, solenemente, em todo o mundo, de porta a porta, para celebrar condignamente a ressurreição de Cristo. E têm motivos justificáveis para assim procederem, porquanto não podem deixar passar em brancas nuvens nenhuma memória do acontecimento que marcou o solene alvorecer da era cristã, vigente com todo vigor. Realmente, como poderia a humanidade esquecer os influentes fatos ocorridos nos primeiros tempos desta existência humana que ninguém sabe quando vai ter seu epílogo? Reconheça-se que foram aquelas passagens de uma importância cristã totalmente eloqüente, em todos os sentidos, e, portanto, jamais poderiam vir a ser olvidadas em quaisquer ocasiões pelos discípulos do Filho de Deus, de ontem e de hoje - repetimos - marcantes que foram na história das gerações. Conseqüentemente, teriam mesmo de ser enfeichados nas páginas da Bíblia Sagrada para nunca deixar de figurar no pensamento e na memória das gentes de todas as eras, estas tão vazias de gestos imitadores da imolação de Cristo. Na verdade, quem hoje teria desprendimento bastante para sofrer o que Jesus sofreu? Ele que teve fome, teve sede, teve frio, foi flagelado e morreu numa cruz hoje pouco respeitada por muitos? Então, há que se lembrar eternamente, portanto, por toda a humanidade, não só o doloroso holocausto vivido pelo Filho de Deus, mas, igualmente, o que o seu pungente drama representa, até hoje, na consciência dos que Ele deixou e vai permitindo que aqui estejam nesta sua gloriosa Páscoa. E não apenas a consciência como também exemplo permanente para a honrosa existência de cada um de nós enquanto aqui estivermos.

Aleluia quer dizer ressurreição e, então, aí está Jesus ressurgindo, mais uma vez, no profundo respeito de seus seguidores, que a Ele dedicam as suas reverências realmente muito especiais, simbolizadas por suas orações, sua obediência, sua penitência e uma sacrossanta devoção. Reze-se hoje fervorosamente, então, para que nunca falte ao mundo a proteção de quem se tornou ressuscitado para que se mantivesse sempre presente, em todos os tempos, como imagem absoluta do santo de todos os santos que ele realmente é... Ao mesmo tempo, cantem-se-lhe com toda devoção neste belo dia, em meio à sua Páscoa, todo o esplendor de Sua ressurreição, como um preito de gratidão a Ele pela vida que nos ensina a viver e que viveremos até que possamos continuar assistindo ao nascer do Sol em todas as nossas alegres e felizes manhãs. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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