Com o lançamento da nova Chevrolet Zafira, a GM mantém-se na estratégia de conquistar consumidores de pequenas montadoras. O novo veículo chega para concorrer fortemente com as peruas que comportam espaço para toda a família, cuja principal característica é a versatilidade
O veículo é bom, é gostoso de dirigir, é fácil de manobrar, possui sistema de freios impecável, com sistema ABS, plenamente testados na ocasião do test-drive realizado na trajetória de Lisboa, Portugal, até Cascais, cidade litorânea localizada a cerca de 45 quilômetros da Capital, cuja principal característica é possuir grande parte de moradores de origem brasileira que resolveram viver em terras lusitanas. Pelas impressões que ficaram da viagem de lançamento do veículo, realmente esses brasileiros acertaram na sua mudança de morada, como dizem os portugueses.
O percurso de Lisboa a Cascais foi realizado contornando o mar, principalmente na volta, e permitiu a percepção de um veículo muito estável no trânsito de uma grande cidade como Lisboa, de longe comparado ao trânsito de São Paulo, mesmo porque a cidade de São Paulo, com os seus 12 milhões de habitantes, abriga mais gente do que a soma de todos os lusitanos. E revelou também um veículo muito potente e estável em estrada nacional, como são chamadas as rodovias que ligam as cidades portuguesas. Com limite de velocidade de até 120 quilômetros por hora, a Chevrolet Zafira mostrou boa potência de motor, bom arranque, boa aceleração e ótimo desempenho somados à sensação de uma certa maciez ao dirigir. Em resumo é isso: não dá para achar muito defeito no novo veículo da GM, mesmo porque é preciso lembrar sempre que, atualmente, todas as motadoras produzem carros com tecnologia semelhante, ou seja, com alta tecnologia e, conseqüentemente, todos os carros, da maioria das montadoras são muito parecidos em termos técnicos. Uma montadora ganha de outra pelo capricho, pelo design inovador, por disponibilizar no veículo itens de conforto e segurança que não se encontram nos concorrentes e, sobretudo por disponibilizar tanta novidade por um preço que seja mais convidativo aos olhos dos consumidores.
A Zafira é assim, um veículo bom como tantos outros, e que traz uma série de detalhes que, realmente, podem conquistar o público consumidor de outras montadoras e tornar a GM líder neste nicho de mercado, estratégia que iniciou-se com o lançamento do utilitário esportivo Chevrolet Tracker há mais de um mês.
O preço tem sido considerado atraente por profissionais do setor. A Chevrolet Zafira vem com duas opções de motorização. A versão 2.0 litros de 8 válvulas custa R$ 34.633,00 e a versão 2.0 16 válvulas sai por 39.690,00, preços que colocam o veículo da GM em concorrência acirrada com os produzidos pelas montadoras menores como a Renault com sua Sènic, por exemplo. Os veículos concorrentes têm preços um pouco mais altos e trazem menos itens de conforto e segurança.
Aliás, não foi somente no preço que jornalistas especializados em autos responderam de forma favorável à GM. Cerca de 80% avaliaram a Zafira como um veículo bom numa pesquisa realizada após ao test-drive em microcomputadores instalados no local.
O que a Zafira tem
De um modo geral, as novidades da nova Zafira são que ela é a única van compacta (com menores dimensões que as concorrentes) que vem com sete lugares e com 28 possíveis configurações de bancos e com variações no volume de bagagem de 150 até 1.700 litros, sem a remoção de assentos.
Esse é o novo conceito de versatilidade que a GM introduziu no mercado brasileiro depois de comprovar o sucesso de vendas do mesmo veículo que já circula nos países europeus. Lá, a GM lançou a Zafira através da Opel, marca utilizada pela empresa para os veículos lançados em toda o continente europeu. Aqui vale uma informação que, na realidade foi uma impressão e parte dos comentários dos jornalistas em visita à Portugal: dá para perceber nas ruas que não há o domínio de uma marca de veículo, de modo que os modelos das grandes montadoras estão pulverizados entre as marcas das pequenas montadoras. A marca um pouco mais presente, no entanto, é a Mercedes Benz, preferida principalmente entre os taxistas.
Explicando melhor a versalitidade: a Chevrolet Zafira pode ser utilizada para transportar uma família numerosa, de cinco a sete pessoas, por exemplo, numa viagem que não necessite a inclusão de muita bagagem. E pode ser utilizada para o transporte de grandes bagagens sem ter que retirar os bancos e, é claro, com a presença de poucos passageiros.
Segmento em expansão no Brasil
A Chevrolet Zafira será fabricada no Complexo Industrial da General Motors do Brasil em São José dos Campos, na mesma linha de montagem do Corsa. Derivada da plataforma do Astra, da qual incorpora conceitos e os já consagrados motores 2.0 de 8 de 16 válvulas, a Chevrolet Zafira traz variações mecânicas em relação ao modelo europeu, para a melhor adequação às condições de rodagem do Brasil e Mercosul.
Com a Zafira, a marca Chevrolet entra em um segmento que está em franca expansão e fechou o ano 2000 com 32.895 unidades, correspondendo a 2,9% do mercado total de veículos de passageiros.