Lançado na Europa no segundo semestre de 1996, com uma vantagem de mais de dois anos sobre seus concorrentes diretos, o Scénic alcançou aceitação imediata, tanto na França quanto no resto da Europa, ao expandir a disponibilidade do conceito monovolume. No ano passado, foram vendidos 136.599 Scénic na França, 339.393 na Europa ocidental (incluindo França) e 392.330 no mundo inteiro.
Desde o lançamento até o final de 2000, sua produção na França totalizou 1,3 milhão de unidades. No começo deste ano, o Scénic passou a ser produzido também no México, na fábrica de Cuernavaca, pertencente à aliança Renault-Nissan.
No ano passado, o volume de vendas do Scénic representou mais de 4% do total do mercado francês e 2% do mercado europeu. Na fábrica George Besse, em Douai, hoje estão sendo fabricadas 1,6 mil unidades por dia para que se possa atender a uma demanda que ainda excede a oferta. Desde que o Scénic foi lançado, a cada seis meses a Renault aumenta a produção do carro. Atualmente, esse volume é três vezes maior quando comparado ao nível original.
Globalizado, o Scénic é hoje comercializado em mais de 30 países, dentre os quais México, Japão, Cingapura, Taiwan, Rússia e África do Sul. Devido a esse sucesso, a Ranault decidiu tratar o Scénic como um modelo autônomo, com sua própria política de marketing e um calendário de desenvolvimento independente da família Mégane, para atingir a sua ambição.
Referência no segmento
Primeiro carro produzido pela Renault no Brasil, o Scénic completa pouco mais de dois anos na linha de montagem da fábrica Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). Desde o faturamento do primeiro Renault brasileiro, em março de 1999, até o final de fevereiro deste ano, foram comercializados 32.797 unidades do modelo.
Nesse mesmo período, a fábrica produziu 40.392 unidades, que abasteceram o mercado interno e as exportações. Em 99, as vendas do Scénic representaram 47% do total comercializado pela empresa (15.142 unidades), e em 2000, 27% (15.438 unidades).
Para o novo modelo, a Renault prevê comercializar 22 mil unidades neste ano e mais 2,5 mil carros do modelo antigo, totalizando 24,5 mil Scénic. A meta é alcançar uma participação de 9% no mercado de automóveis médios, ocupando a quarta posição no ranking, sendo o primeiro monovolume. Desta forma, o novo Scénic irá contribuir para a Renault manter sua posição de terceira marca no segmento de automóveis médios.
Concorrência
Embora a concorrência no segmento de automóveis médios não tenha ficado de braços cruzados diante do sucesso do carro da Renault e tenha se movimentado para lançar modelos semelhantes, o Scénic permanece como referência do mercado, sempre associado a um produto inovador e inteligente. Para se manter à frente da concorrência, a Renault está oferecendo o novo Scénic com design mais arrojado, proporcionando um nível de segurança aperfeiçoado e mais tecnologia aplicada.
Os principais modelos que concorrem atualmente com o Renault Scénic no segmento dos carros médios são o GM Astra, o GM Vectra, VW Golf, Honda Civic, Fiat Brava e Mercedes Classe A. Com a chegada ao Brasil dos novos monovolumes GM Zafira e Citröen Picasso, esta disputa promete ficar ainda mais acirrada. Mas a exemplo do que aconteceu na Europa, a Renault do Brasil acredita que não haverá perda de participação de mercado do Scénic. A projeção da montadora é de que as vendas do modelo deverão aumentar sua participação de mercado, uma vez que o conceito foi amplamente compreendido e já existe uma familiaridade com o estilo.