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Bombeiros não vencem atender queimadas em terrenos baldios

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de a queimada ser proibida por lei ambiental e por lei municipal, continua sendo muito adotada em Bauru para limpar terrenos baldios, deixando o céu enfumaçado, o que gera reclamações por parte da população, especialmente por quem sofre de doenças respiratórias. Nos últimos dias, em função da estiagem, o número de queimadas aumentou.

Para se ter uma idéia, o Corpo de Bombeiros tem recebido, por dia, de 30 a 40 chamadas para apagar fogo em terreno baldio, mas não consegue atender todas as ocorrências, uma vez que dispõe de três viaturas de combate a incêndio para toda a cidade. De sexta-feira até as 16 horas de ontem, os bombeiros atenderam pelo menos 40 ocorrências de incêndio em terreno baldio.

O sargento Arildo de Lima Júnior, do Corpo de Bombeiros, explicou que é dada prioridade para os casos que oferecem risco iminente a imóveis e a áreas verdes e aos incêndios que causam muita fumaça. Ontem à tarde, por exemplo, os bombeiros atenderam a um chamado do Núcleo Édson Francisco da Silva (Bauru XVI). Eles apagaram o fogo que consumia o mato de um terreno baldio ao lado da área verde do bairro destinada a um bosque comunitário.

Os moradores, preocupados com a fumaça, que encobria o bairro, chamaram os bombeiros. Ao atender ocorrências de fogo em terreno baldio, conforme explicou o sargento Lima Júnior, há um desgaste desnecessário das viaturas. Além disso, pode atrasar o combate a fogo em residência, por exemplo, pois as viaturas ficam constantemente em atendimento e, para sair para nova ocorrência, precisam ser reabastecidas.

Ele frisou que quem ateia o fogo é a própria população, que quer acabar com o mato do terreno ao invés de fazer a capinação. A própria população põe o fogo quando deveria carpir o terreno. Na maioria dos casos os abafadores não são suficientes para combater o fogo e precisamos usar as viaturas. Com isso, o tempo de resposta ao atendimento dos bombeiros em caso de incêndio a residência pode ser maior, disse.

O bombeiro afirmou que está ocorrendo uma antecipação do período de pico de queimadas em terreno baldio, que normalmente ocorre a partir de meados de maio. Ele credita o fenômeno à estiagem dos últimos dias - neste mês praticamente não choveu, segundo o IPMet .

Apesar das leis que proíbem as queimadas, é difícil a notificação dos responsáveis, de acordo com o sargento Lima Júnior. Ele contou que, muitas vezes, os moradores não querem apontar quem ateou fogo e, em outras, até diz, mas quando os bombeiros chegam ao local não encontram mais a pessoa descrita.

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