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Não há o que comemorar lamenta o tenente da PR

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O aumento de 325% no número de mortes registrado durante os três dias da Operação Semana Santa deixou apreensivo o comando do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária, com sede em Bauru.

Na avaliação do tenente Mário Donizete dos Santos, mesmo com a chegada do novo Código Nacional de Trânsito, em vigor desde 1998, não houve a esperada melhora no comportamento dos motoristas. Esse dado é bastante preocupante. Ele revela que não estamos caminhando para uma melhoria nas condições de trânsito. Infelizmente, não há o que comemorar.

Para o tenente, esse aumento no número de vítimas fatais, verificado durante o feriado da Páscoa, não chega a ser exatamente uma surpresa. Segundo ele, nos últimos fins de semana a Polícia Rodoviária já havia notado um acréscimo na quantidade de acidentes. Chegou-se, de acordo com o tenente, a uma média de dez pessoas mortas.

O que mais tem desanimado os policiais é a constatação de que praticamente todos os acidentes são provocados pela imprudência dos motoristas.

Segundo o tenente Mário, essa é uma conclusão tão clara quanto triste. As estatísticas da Operação Semana Santa revelam que sete dos 15 acidentes com vítimas fatais registrados correspondem a colisão frontal.

Na opinião do tenente, esse tipo de acidente só acontece em pista simples e em decorrência de ultrapassagem em local proibido. Apesar dos constantes alertas feitos pela Polícia Rodoviária e por campanhas publicitárias, as estatísticas mostram que a conscientização de boa parte dos motoristas não é algo fácil de se obter.

O tenente Mário acredita que somente o investimento nas novas gerações de motoristas poderá redundar em resultados práticos mais positivos. O grande problema disso, segundo lembrou ele, é saber que até que essa possibilidade se transforme em uma realidade muitas vidas continuarão sendo ceifadas.

O Código de Trânsito que a gente depositava tanta esperança está desacreditado. É preciso fazer alguma coisa, porque eu não sei aonde vamos parar com as mortes crescendo desse jeito, lamenta.

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