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Feira de alimentos foca o consumidor

Redação
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A 17.ª Convenção Paulista de Supermercados e Feira de Produtos, que será realizada em maio, em SP, é a 3.ª maior do mundo

Ocupando uma área de 50 mil metros quadrados (8 mil a mais que no ano passado) no Expo Center Norte, em São Paulo, será realizada, de 21 a 24 de maio, a 17.ª Convenção Paulista de Supermercados e Feira de Produtos, Equipamentos e Serviços da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Trata-se da terceira maior feira anual de alimentos do mundo, perdendo apenas para a convenção de Dallas (Texas), que é a primeira colocada, e para a feira da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), realizada no Rio de Janeiro (RJ). O tema da Apas 2001 será O consumidor por inteiro.

De acordo com o diretor regional da Apas, Jad Zogheib, a feira abordará as tendências do setor e as oportunidades oferecidas, principalmente, pelos avanços da tecnologia, que possibilitam aos empresários manter seus clientes fiéis e facilitar cada vez mais o dia-a-dia dentro dos supermercados. No total, cerca de 300 expositores estarão mostrando as novidades do segmento aos participantes do evento. Houve a necessidade de ampliar a área reservada para a feira pelo aumento de expositores, o que se tornou essencial para oferecer mais conforto a todos, com corredores mais amplos. Esse evento é a grande oportunidade para as empresas fornecedoras mostrarem seus lançamentos no mercado. É uma grande oportunidade de negócio, na qual o supermercadista pode visitar, ao mesmo tempo, todos os seus fornecedores, observa Zogheib.

Entre os principais segmentos que têm mostrado notável crescimento nesse setor, e que estarão sendo amplamente divulgados na convenção de maio, está a linha de pratos prontos congelados. Esse segmento tem crescido demais. Mensalmente, o mercado é bombardeado com o lançamento de novos produtos nessa área. O consumidor busca muito por esses produtos e, por isso, as empresas têm investido cada vez mais em novidades, afirma o diretor regional da Apas. Segundo Zogheib, as linhas de produtos diet e light também são uma grande tendência do setor, já que a população está desenvolvendo uma preocupação maior com a saúde de alguns anos para cá.

Zogheib destaca a versatilidade do setor, dizendo que todos os dias o segmento de supermercados oferece novidades ao consumidor e que a Apas vem crescendo com a mesma velocidade, lançando novos produtos e viabilizando uma estrutura dinâmica para atender à demanda do mercado. Nós temos que surpreender sempre e antecipar as necessidades do consumidor, observa.

De acordo com Zogheib, o setor supermercadista já é responsável por mais de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. A Apas representa um setor que responde por 85% do abastecimento de alimentos e produtos de higiene e limpeza. O faturamento do setor no ano passado, no Estado, foi de mais de R$ 26 bilhões, sendo que o Interior do Estado tem grande importância para os resultados finais. Em seu quadro associativo a Apas - que existe há 30 anos - engloba mais de mil empresas do Estado de São Paulo.

De acordo com Zogheib, o crescimento do setor supermercadista tem sido altamente dinâmico e, dentro de aproximadamente dois anos, terá ocupado quase todos os espaços disponíveis no País. Isso aumentará ainda mais a concorrência e determinará quem vai sobreviver nesse segmento. Segundo Zogheib e o vice-presidente de economia da Apas estadual e prefeito de Jaú, João Sanzovo Neto, o crescimento da área de vendas no setor não é proporcional ao do consumo. O nível de consumo de alimentos por parte da população não cresce na mesma proporção que o número de empresas que estão se instalando no setor supermercadista. Então, o mercado acaba selecionando quem vai permenecer atuando. Isso é uma tendência nacional, afirma Sanzovo Neto.

Apas classifica etiqueta unitária como retrocesso

Em relação à polêmica questão sobre a obrigatoriedade ou não dos supermercados colocarem etiquetas individuais nos produtos expostos para a venda, Jad Zogheib diz que a Apas define a etiquetação unitária como um grande retrocesso para o setor e causador de prejuízos para os consumidores. A Apas encara a obrigatoriedade das etiquetas individuais como um grande retrocesso. Nós estamos evoluindo. Estamos na era do código de barras, com a tecnologia avançando cada vez mais. O setor supermercadista tem que acompanhar essa evolução para beneficiar o consumidor, que quer preços melhores, mais conforto e melhor atendimento, afirma.

De acordo com o diretor regional da Apas, a etiquetagem unitária é um processo que iria onerar o custo operacional das empresas do setor. Conseqüentemente, esse aumento teria que ser repassado aos preços aplicados para o consumidor para a sobrevivência das empresas. É óbvio que a população não quer isso. Não temos tido problemas, por parte do consumidor, com o código de barras. Nosso objetivo é oferecer serviços cada vez melhores. Além disso, existe uma Lei Estadual, editada no ano passado, que diz que as empresas do setor não são obrigadas a fazer a etiquetação individual. Isso é uma imposição do Procon, que alega que o Código de Defesa do Consumidor diz que as informações sobre preços têm que ser claras e visíveis. Isso, nós já oferecemos, destaca Zogheib.

Outra questão levantada por ele é a da igualdade de concorrência. Queremos, fundamentalmente, a igualdade na livre concorrência entre as empresas do setor. Outros supermercados, como o Sé, Makro e Wal-Mart, não foram incluídos nessa decisão da Justiça Federal que obrigou apenas algumas empresas a fazer a etiquetação. Ainda levará tempo para esses outros serem julgados. Enquanto isso, os supermercados locais menores estariam em desvantagem na concorrência, porque teriam mais gastos frente às grandes redes, que têm mais poder financeiro, analisa.

Preços

Questionado sobre os reflexos dos constantes aumentos no preço da cesta básica verificados nos últimos meses, no Estado, Jad Zogheib diz que trata-se apenas de indicadores econômicos e que, na realidade, a cesta básica é que segurou a inflação em níveis baixos.

Para ter certeza disso, basta lembrar que, em 94, época da implantação do Plano Real, uma lata de óleo custava menos de R$ 1,00. Atualmente, continua nesse patamar. Um pacote de arroz variava de R$ 3,00 a R$ 4,00 e continua assim, bem como o preço do litro do leite e de diversos outros produtos. De acordo com o IPC da Fipe, os preços aplicados pelo segmento de supermercados estão 50% abaixo do atual índice de inflação. Isso é um grande mérito para o setor e possibilita aos brasileiros continuarem com um bom poder de compra, analisa Zogheib.

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