O belo edifício que foi destinado a acolher os passageiros das três ferrovias conhecidas nesta cidade, hoje praticamente desativadas, que se localiza à frente da praça Machado de Mello, cumpriu sua finalidade. Aviso da cúpula administrativa de que está à venda. Em 1939, quando a estação foi construída, a Noroeste desenvolvia intensa atividade. No transcorrer da década de 70, quando tivemos a crise do petróleo, e o País, forçado por escassez de combustível, deveria aproveitar dessa oportunidade para desenvolver toda a malha ferroviária, pois ainda não tínhamos a concorrência das rodovias. Abria-se, assim, um espaço propício para trabalho de recuperação em alguns setores já em desgaste para recuperação imediata.
Entretanto, perde-se muitas vezes o que nos ensina a transcorrência do tempo, em todas as atividades na Terra. Bauru, como todos sabem, foi o maior encontro de atividades ferroviárias desta Nação proporcionadas pela Noroeste do Brasil, Sorocabana e Cia. Paulista, neste momento, em desgaste e desaparecimento como meio de transporte eficiente e necessário no seu revigoramento no futuro deste País.
Empreendimento que havia condição de vencer todos os obstáculos no desenvolvimento e indispensável para este imenso território. Aos poucos caminha para a derrocada de sua existência. Oficina de sustentação com os melhores profissionais existentes e de especialização do ramo, e ainda possuidores de idealismo ultrapenetrante em tudo que realizavam, jamais alguém poderia imaginar a derrota a que chegamos! Também tivemos um corpo de engenheiros competentes nesse trabalho ferroviário e disposição, como soe acontecer na lida empolgante de ferrovia. Essa modalidade é inédita! Se esse capital de esforço e idealismo fosse entregue aos ferroviários, a Noroeste do Brasil estaria em plena atividade. Não está nesta suposição, e sim desprendimento de trabalho idealista! (Carlos Loschl - RG. 10.347.297)