O deputado Milton Monti (PMDB) acredita que está faltando perspectiva de poder aos militantes do partido
São Manuel - O deputado federal Milton Monti (PMDB) confirmou ontem sua pretensão em assumir o comando do diretório estadual de seu partido. A escolha dos novos dirigentes deve ser feita no dia 20 de maio, durante a convenção do partido na Assembléia Legislativa, em São Paulo.
Ao falar da possibilidade de ser eleito presidente estadual do partido, Monti não esconde sua alegria e confiança para, segundo ele, desenvolver um trabalho que possa estruturar novamente o partido. O PMDB tem uma grande militância, tem uma história importante dentro do Estado de São Paulo, mas não há dúvidas de que o partido precisa de empolgação, declarou.
A militância, na opinião do deputado, está adormecida e uma maneira de revitalizá-la seria criar uma perspectiva de se chegar novamente ao poder. A candidatura do deputado Michel Temer ao Governo do Estado serviria para dar esse novo impulso aos militantes, acredita Monti. A forma que eu vejo de entusiasmar o partido é ter uma perspectiva de poder. Ou seja, apresentar uma candidatura viável ao Governo do Estado.
Devem participar da convenção cerca de 1, 2 mil delegados. O deputado não soube dizer com exatidão quem irá compor a chapa adversária pela presidência do partido. Ainda não foi definido. Pode ser o próprio Quércia (ex-governador Orestes Quércia).
Antes da decisão sobre quem irá comandar o partido pelos próximos anos, em nível estadual, a convenção servirá também para definir o provável candidato do PMDB ao governo de São Paulo, na eleição do próximo ano. Em princípio, existem duas chapas concorrentes. Uma encabeçada pelo deputado federal Michel Temer e outra pelo ex-governador Orestes Quércia.
De acordo com Monti, a escolha do candidato a governador irá refletir de forma direta na eleição para presidente do partido. Se a chapa do Temer vencer a convenção, é muito provável que eu seja escolhido o presidente. No entanto, se o Temer perder, não serei presidente.
Mesmo não tendo um caráter formal (a escolha oficial deve ocorrer em julho do próximo ano, de acordo com a legislação eleitoral), a convenção deve ser encarada como uma antecipação do que irá ser decidido oficialmente em 2002. Politicamente, já ficará definido. Se o Temer ganhar a convenção, ele será candidato ano que vem; porque os delegados serão os mesmos, afirmou Monti. Eu gosto muito do Quércia. Não há nada de pessoal contra ele. Mas a política é feita de momentos, e o momento hoje é do Temer, declarou o deputado.
Visita a Bauru
No próximo sábado, os deputados Milton Monti e Michel Temer estarão em Bauru participando de uma reunião com lideranças regionais do partido. O encontro será na Câmara Municipal, às 10 horas. O tema principal, de acordo com Monti, será a candidatura de Temer ao Governo do Estado. Mas a possibilidade de Monti assumir a presidência do partido também deve entrar em discussão.
Não queremos, com essas reuniões, protagonizar uma cisão dentro do partido. Nós queremos que o partido decida; que ele dê a sua opinião, justificou o deputado. Segundo ele, nas últimas eleições não houve discussão interna sobre as candidaturas lançadas. As convenções, em sua opinião, serviram apenas para homologar o que a cúpula do partido já havia decidido.
Seja qual for o resultado da convenção, Monti sentencia que todos terão de aceitá-la. Pois, segundo ele, trata-se de uma decisão democrática