Geral

Comentário econômico

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Hostil

O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, afirmou que a alta no juro básico ocorrida nos últimos dois meses foi necessária porque o cenário econômico que apontava sinais de euforia no início do ano, foi revertido. O que enxergamos hoje é um ambiente de incerteza e aversão ao risco, oriundo de crises externas, disse apontando quadro hostil.

Balança

O aquecimento da demanda nos últimos meses tem influenciado os resultados da balança comercial, com as importações crescendo em ritmo superior ao das exportações. A conclusão é do Comitê de Política Monetária (Copom) e consta da ata da última reunião, divulgada ontem. A ata pode ser consultada no site www.bcb.gov.br

Inflação

O Banco Central destaca que continua mirando numa inflação de 4% para este ano, embora seja grande a margem de tolerância para a meta inflacionária, dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Na última reunião do Copom, ocorrida na semana passada, o BC aumentou os juros básicos para 16,25% anuais, sob a justificativa de que isso garante o cumprimento da meta inflacionária de 4% para este ano.

Tarifa

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP) continua sustentando a posição de que a alta do dólar ainda não está impactando a inflação em São Paulo. Para a Fipe, o perigo real do câmbio é que ele afete o reajuste de tarifas públicas.

Peso

Vale lembrar que só energia, telefonia e água e esgoto tem peso de 10% no IPC. Supondo que essas tarifas subam 14% - o que não é algo impossível - a contribuição no índice será de 1,4 ponto percentual. Sendo a meta do governo para o IPCA estipulada em 4% para este ano, todos os outros aumentos teriam que se encaixar dentro dos 2,6 pontos percentuais restantes, segundo análise da Fipe.

Temporária A desaceleração da economia mundial será mais pronunciada que o previsto, mas deverá ser temporária, estimou o Fundo Monetário Internacional (FMI) no informe semestral sobre a perspectiva econômica mundial publicado ontem.

Revisão

A organização internacional reviu para baixo as previsões de crescimento mundial situando-as em 3,2%, depois de ter previsto 4,2% em outubro passado. Para 2002, o FMI anuncia um crescimento mundial de 3,9%. A baixa se explica fundamentalmente pela queda do crescimento nos Estados Unidos.

Desemprego

A taxa de desemprego aberta calculada pelo IBGE ficou em 6,5% em março, acima dos 5,7% registrados em fevereiro. Em relação a março do ano passado, cuja taxa foi de 8,1%, houve queda de 1,6 ponto percentual. No primeiro trimestre deste ano, a taxa média de desemprego acumulou 6%, resultado inferior ao mesmo período do ano passado (7,9%).

Revisada

O IBGE elevou para 94,75 milhões de toneladas sua expectativa de produção para a safra de verão de 2001. Os dados fazem parte da estimativa do mês de março e representam um aumento de 1,24% em relação ao levantamento de fevereiro (93,6 milhões de toneladas) e 14,13% maior do que a do ano passado (83,028 milhões de toneladas).

Moulinex

A empresa franco-italiana de eletrodomésticos Moulinex-Brand fechará fábricas em todo o mundo, incluindo uma das duas que possui no Brasil - uma em Itapebi (no Estado da Bahia) e outra em Maranguape (Ceará) - e demitirá no total 4 mil empregados. A desvalorização do real foi determinante na decisão de fechar uma das duas fábricas.

Comentários

Comentários