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Alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) fizeram um novo protesto, ontem. Eles reivindicam restaurante universitário e moradia estudantil.

Redação
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Eles reivindicam restaurante universitário e moradia estudantil. Ato realizado ontem no câmpus reuniu 300 estudantes

Apitos, caminhão de som e frases de protesto marcaram, mais uma vez, o cenário do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), na manhã de ontem. Os unespianos voltaram a manifestar-se, com o objetivo de reivindicar restaurante universitário, moradia e assistência estudantil. Após passeata que reuniu cerca de 300 alunos, os estudantes entregaram um documento ao presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), Edwin Avólio, que comprometeu-se a encaminhar a solicitação ao reitor da universidade.

De acordo com Marcos Antônio dos Santos, aluno do segundo ano do curso de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo, a moradia estudantil e o restaurante universitário são prioridades no câmpus da Unesp de Bauru. Essa reivindicação é um processo antigo e prioritário na pauta de ações dentro do câmpus. O nosso descontentamento aumenta com a chegada dos calouros, quando vemos que a demanda aumenta, enquanto a assistência estudantil permanece insuficiente, lamenta.

Marcos acrescentou que os pedidos feitos durante a manifestação têm como finalidade, ao menos, equiparar o câmpus de Bauru - o maior entre os câmpus da Unesp - a outros em que os estudantes contam com o restaurante universitário, moradia estudantil e assistência aos alunos carentes. Nós não estamos inventando nada, apenas pedimos o que deveríamos ter por direito. A USP e a Unicamp têm, por exemplo, enfatiza.

O estudante de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo alega, ainda, que cerca de 85% das justificativas de evasão escolar dos calouros que ingressam na Unesp referem-se à carência. Esse processo está decidindo se todos vão poder estudar ou se essa vai continuar sendo uma universidade excludente, expôs.

O aluno do curso de Engenharia Carlos Eduardo Domingues, um dos representantes do Diretório Acadêmico da Faculdade de Engenharia (Dafae), acrescenta que o atual programa de assistência estudantil do câmpus da Unesp de Bauru conta com um pequeno número de bolsas, que são cedidas a alguns alunos carentes. Na Faculdade de Engenharia, entre cerca de 70 pedidos, foram aprovados apenas 20. Nas outras faculdades, é a mesma coisa, salienta.

O presidente do GAC, Edwin Avólio, recebeu os alunos para a entrega da carta redigida por eles e esclareceu que, em discussões anteriores sobre moradia estudantil e restaurante universitário, foi providenciado e enviado um documento ao reitor da universidade, em que as prioridades do câmpus local foram relacionadas. Nós enviamos um documento para que o reitor analise e encaixe as solicitações no plano de investimentos da Unesp. O câmpus não tem autonomia para liberar recursos. O poder de decisão não está aqui. Nós estamos aguardando uma posição da Reitoria, afirmou.

Avólio afirmou concordar com a posição dos alunos. São verdadeiras as reivindicações. O câmpus realmente precisa de um restaurante universitário. É um dos únicos câmpus da Unesp que não tem. Temos uma demanda de cerca de 5 mil pessoas. Eu expliquei aos alunos que o documento que eles me entregaram deve ser encaminhado ao reitor. Eu ainda farei um convite para que ele venha ao câmpus para que a questão possa ser colocada pessoalmente a ele, garantiu.

Diante da posição do presidente do GAC, os estudantes aguardam as melhorias, de acordo com o aluno Marcos Antônio. Ele disse que está de acordo e fará o possível para conseguir o que pedimos. Então, pedimos que ele abrace a causa, já que está se mostrando de acordo, e nos ajude, disse o estudante.

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