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Espírito Santo do Turvo

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Espírito Santo do Turvo - A Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Turvo está investindo em obras de proteção ao meio ambiente e à saúde da população. A administração implantou um aterro sanitário no final do ano passado, está recuperando a mata ciliar do ribeirão Rangel e deve inaugurar, nos próximos 60 dias, a lagoa de tratamento de esgoto, que está sendo feita pela Sabesp. Atualmente, todo o esgoto da cidade é lançado, in natura, no rio Turvo.

Até outubro do ano passado, o depósito do lixo doméstico da cidade era feito, irregularmente, numa grande erosão, localizada na Fazenda Pé de Chumbo. Ali também eram depositados entulhos e ossadas, atraindo moscas, urubus e outros animais. Para agravar o quadro, a menos de 50 metros da erosão está uma nascente que desemboca no rio Turvo e poderia estar sendo contaminada pelo lixo.

No final de 1998, a Promotoria Pública do Estado notificou vários municípios onde havia esta prática, determinando prazos (diferenciados, conforme a população da cidade) para que as prefeituras providenciassem um meio legal e apropriado para a destinação do lixo urbano. O prefeito de Espírito Santo do Turvo, João Adirson Pacheco (PSDB), optou pelo aterro sanitário.

Todo o processo de implantação foi acompanhado pelo promotor, que elaborou um cronograma para execução, e pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Básico Ambiental), que deu o suporte técnico de verificação e adequação da área aos padrões determinados por lei, explicou Pacheco.

Seguindo as determinações, a Administração adquiriu uma área de um hectare (10 mil metros quadrados), fez a perfuração para verificar a profundidade do lençol freático (120 metros abaixo do solo, fora do risco de contaminação) e iniciou as obras, que custaram R$ 11 mil aos cofres municipais, segundo o prefeito. Um custo relativamente baixo em função do benefício que a obra traz. Uma obra que poderá servir de modelo para outras cidades, ressaltou.

Funcionamento

De acordo com a secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Rosânia Cláudia Guerra, o aterro sanitário é uma área onde são abertas valas com três metros de largura e três de profundidade. Em Espírito Santo, a coleta de lixo é feita três vezes por semana. Durante o dia, o caminhão vai despejando o material na vala e os três funcionários do setor jogam terra manualmente para cobrir. No fim do dia, uma pá- carregadeira termina de cobrir e compacta o solo, explicou Guerra.

Segundo ela, o volume de lixo doméstico da cidade chega a 15 toneladas por semana. Desde outubro do ano passado, quando o lixo começou a ser depositado no aterro, já foi fechada uma vala inteira e outra está parcialmente cheia. A previsão é de o terreno seja suficiente para os próximo oito a dez anos.

Mas, até lá, nossa intenção é estar trabalhando com compostagem (produção de adubo a partir do lixo orgânico) e reciclagem de lixo. Porque o aterro é um sistema para solução imediata do problema do lixo, mas não é definitivo. Temos que ir nos adaptando e buscando outras alternativas, porque também não podemos fazer aterro atrás de aterro, comentou o prefeito.

Recuperação

A secretária de Agricultura e Meio Ambiente informou que, paralelamente à implantação do aterro sanitário, a Prefeitura está promovendo a recuperação do antigo depósito - a erosão da Fazenda Pé de Chumbo. O local foi isolado com cerca de arame para impedir o depósito de materiais e agora está sendo rearborizado, tendo sido plantadas 200 mudas até agora.

Um fato importante é que a erosão parece ter se estabilizado, porque há vegetação crescendo lá dentro. Promovendo o reflorestamento na parte de cima, podemos conseguir estabilizá-la de vez, ressaltou a secretária. Acho que todos os demais municípios deveriam se preocupar com o meio ambiente e preservar nossos recursos naturais. Se cada um de nós fizer a nossa parte, a contribuição será muito maior para todos, completou ela.

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