Absurdo ou lógico diante da situação atual? As opiniões divergem, mas o fato é que agora as mulheres possuem mais uma fonte de informações sobre como agir com os homens na cama para não perder o parceiro. Pelo menos foi essa a intenção do homossexual Dan Anderson que, com a ajuda da amiga Maggie Berman, escreveu o livro Sex Tips for Straight Women from a Gay Man (Dicas Sexuais de um Homem Gay para Mulheres Hetero), editado pela ReganBooks. Anderson decidiu escrever o livro depois que percebeu que, embora tivesse o mesmo alvo que sua amiga, as posturas sexuais adotadas por eles nem sempre coincidiam. E, na maioria das vezes, ele era mais bem-sucedido do que Maggie em suas conquistas.
No livro, o autor coloca várias dicas, detalhando quais os cuidados essenciais na hora do sexo e como as mulheres devem lidar com os homens na cama para não perdê-los (leia no boxe os segredos na hora de preparar o ambiente para o amor). Anderson percorre todos os momentos antes, durante e depois do sexo e procura ensinar, de forma muito bem humorada, desde como a mulher deve se vestir até como lidar com o órgão sexual masculino.
Um dos principais problemas femininos na hora H, segundo o autor, é a falta de criatividade. Segundo ele, muitas mulheres acreditam que o sexo se resume apenas ao tradicional papai-e-mamãe, posição na qual o homem fica deitado por cima da mulher. Para Anderson, não é bem assim. Cada posição e cada movimento, bem como a velocidade dele, causam uma sensação diferente no homem. Isso não quer dizer, porém, que é preciso fazer malabarismos na cama (embora ele tenha no livro uma parte que chama de algo como número de equilíbrio dos Wallenda, a famosa família de artistas circenses americana que se equilibra em arames). O autor também não recomenda que a mulher banque a selvagem e saia arranhando, mordendo e batendo com força para impressionar o seu parceiro. Essas brincadeiras, na maioria das vezes, acaba mal e os hematomas denunciam isso. A solução para a falta de criatividade é o meio-termo.
A conhecida rapidinha, só é legal de vez em quando, para atiçar a curiosidade do parceiro e ter uma idéia de como será o sexo em tempo normal. Mas, numa situação comum, com tempo, o segredo é combinar movimentos e técnicas diferentes, dando sempre umas paradas estratégicas para deixá-lo mais excitado para aproveitar tudo.
Na opinião de Anderson, o fundamental é que para qualquer técnica surta efeito, é necessário não forçar a nada. A mulher precisa dizer o que quer e o que não quer sem medo de perder o parceiro, acredita.
Será que funciona?
O livro ainda não está à venda no Brasil, mas já gera polêmica. Acho um absurdo, diz a manicure Alice Antônio. Segundo ela, é inaceitável que um homossexual queira ensinar as mulheres a conquistar. Pode ser que ele saiba como fazer com os homens dele, mas isso não pode ser uma regra geral, diz, desconfiada da eficácia do livro. O escriturário Luis Alberto Cerdas, também acha o livro uma fraude, mesmo sem ter lido. Acho que são dois mundos diferentes, o da mulher e do gay e que as dicas do cara talvez não vão funcionar direito se aplicadas por uma mulher, afirma.
Algumas pessoas, porém, pensam que a obra de Anderson pode ter algum valor positivo. Eu acho que ele jogou contra o próprio time fazendo um livro assim, porque vai ajudar a concorrência feminina dele, explica, bem humorada, a estudante universitária Maira S. Bueno. Segundo ela, hoje em dia as mulheres disputam os poucos homens que restam no mercado com um número cada vez maior de gays e saber como eles pensam sobre sexo pode ser interessante. Se eles estão fazendo sucesso, é melhor saber porque, declara.
Para o estudante universitário Eric*, homossexual assumido, o livro de Anderson pode trazer algumas informações interessantes, mas talvez não diga o mais importante sobre a conquista de um homem. As mulheres perdem muito tempo com escolhas, enquanto nós vamos direto ao ponto, atacamos, ensina. De qualquer modo, não deixa de ser engraçado um homem ensinando uma mulher a conquistar outro homem. Acho que elas, ao invés de ler, deveriam fazer mais, completa.
Ninho de amor
Segundo Anderson, se você for se responsabilizar pelo espaço onde vai ter uma relação sexual com o seu parceiro, deve pensar nos detalhes que vão garantir a performance sexual de vocês antes do sexo em si começar. O local é muito importante para os homens, na opinião do autor, por isso deve ser bem preparado. Conheça algumas dicas:
A cama: O modelo ideal, principalmente para as noites mais quentes, é aquele que não tem nem cabeceira nem pé. Daí, não importa o tamanho do moço: ele vai caber direitinho e nada deve atrapalhar os malabarismos de vocês. É bom certificar-se de que os parafusos estão bem apertados para ninguém ficar ouvindo ruídos a noite toda ou passar pelo vexame de tomar um tombo.
O colchão: Não coloque o colchão no chão (a menos que o encontro seja realmente improvisado). No lugar certo, o acessório permite uma variedade de posições bem excitantes.
A roupa de cama: A escolha é pessoal, mas você deve se lembrar de que lençóis de algodão, além de serem mais suaves ao toque, absorvem bem, o que acaba evitando aquelas manchas constrangedoras. Além disso, é melhor se prevenir do que ficar se preocupando em limpar tudo logo depois.
A mesinha de cabeceira: Para Anderson, esse móvel é essencial porque dá para guardar uma variedade de acessórios que podem melhorar seu desempenho e tornar a noite inesquecível. Como está bem ao alcance de suas mãos, deixe um creme ou uma loção que será útil em determinadas manobras sexuais e possíveis sessões de massagem. É essencial ter algum tipo de lubrificante e preservativo (que não só previne a gravidez como evita as doenças sexualmente transmissíveis). Coloque na gaveta alguns brinquedinhos eróticos e uma toalhinha de mão, boa para secar o rapaz (os lenços de papel grudam e só pioram a situação).
A iluminação: Se os interruptores de luz não estiverem ao alcance das mãos, coloque um abajur por perto ou deixe algumas velas à mão. Nunca se sabe qual a atmosfera que terá que ser criada. Seria bom também se você conseguisse colocar a televisão e o videocassete próximos da cama. Um filme erótico, por exemplo, pode ser muito útil na hora H.