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Urologia: muitos passos à frente

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

Uma das áreas da medicina que mais se desenvolveu nas duas últimas décadas, a urologia se destaca em novos ratamentos e investimentos tecnológicos, proporcionando diversas vantagens para os pacientes

Explosão de cálculos urinários (litrotripsia), cirurgia por laparoscopia (cirurgia com pequenos orifícios e visualização por vídeo), cirurgia radical no tratamento do câncer de próstata, tratamento de laser para a hipospádia (defeito no canal da uretra), provam que a formação e a imagem (exames) dentro da urologia como a ultra-sonografia, por exemplo, têm cada vez mais se desenvolvido e gerado novos tratamentos, diagnósticos precoces, medicamentos com maior eficácia, tudo para melhorar as condições oferecidas ao paciente.

De acordo com o médico urologista Aguinaldo César Nardi, a reprodução humana também está ligada à área urológica. Outra técnica lembrada por Nardi é o ICSI, que é a injeção de espermatozóide injetada diretamente no óvulo. Sem dúvida, a urologia é uma área que vem se empenhando muito para enriquecer e aprimorar as técnicas existentes, disse.

Nardi explicou também sobre a criocirurgia para o tratamento do câncer de próstata. Na última década, os urologistas, receberam inúmeras novas tecnologias para melhorar tratamentos e diminuir a necessidade de cirurgia. Alguns destes dispositivos se tornaram parte de práticas, mas muitos foram descartados como decepções e fracassos.

Um deles era a criocirurgia para câncer de próstata. Mas, seria um fracasso da técnica de aplicação (como se usa o dispositivo) ou da tecnologia?

Estudos recentes mostraram que, para a crioterapia ser eficaz é necessária a temperatura de menos de 40º Celsius para garantir a morte celular (Larson). Dessa forma, se uma técnica com monitoramento da temperatura em tempo real pudesse informar estas temperaturas, então poderia ser alcançada a morte celular e a separação da próstata.

O recente ressurgimento da crioterapia nos Estados Unidos deve-se à utilização do monitoramento da temperatura em tempo real e ultra-som em dois planos na terapia, com isso alcançando seguramente as temperaturas ablativas. Em uma revisão de cinco instituições de 988 pacientes, que realizaram crioterapia para tratamento primário de câncer de próstata localizado, as taxas de pacientes livres de doença com cinco anos alcançaram de 70% a 80% entre os pacientes com risco moderado e alto, enquanto uma taxa de biópsia negativa de 85% foi informada. As taxas de eliminação de material por via uretral neste relatório variaram de 4% a 12%, incontinência 1% a 4% e lesão retal aconteceu em menos do que 0,5% dos pacientes (Whyte 1999).

A terapia é minimamente invasiva, associado com perda de sangue desprezível e os pacientes geralmente têm alta no dia seguinte ao procedimento. O retorno para atividades normais pode acontecer uma semana depois do tratamento. A evolução da técnica e da tecnologia no campo da crioterapia da próstata farão dela, com certeza, uma opção de tratamento viável para os pacientes com câncer de próstata localizado.

Jornada

Durante a VII Jornada Paulista de Urologia, em Campos do Jordão, que está sendo realizada desde ontem e vai até amanhã, em Campos do Jordão, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) de São Paulo está disponibilizando a ligação gratuita 0800-7720247, com quatro linhas de acesso, para que a população tire suas dúvidas sobre problemas urológicos. O serviço estará disponível para todo o território nacional e será gratuito. Cerca de 16 urologistas se revezarão em turnos de quatro horas, atendendo e respondendo as questões sobre a especialidade. Espera-se uma média de 100 ligações diariamente. As cabines telefônicas funcionam das 9h às 17h.

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