As sementes e estruturas da primeira educação, lançam-se na família, que deve ser estreitada e aprimorada na escola, sob o adereço do docente, que vai revezar os pais nos períodos em que a criança lhe é conferida e confiada nos bancos escolares. Na escola a criança apura suas aptidões físicas, intelectuais, morais e éticas, pois no lar não é de contínuo que os pais dispõem de tempo e mesmo apropriado apresto para tão importante missão educacional. Na família planta-se o sêmen de nossa instrução, pois ela é a célula mater da sociedade, onde os indivíduos crescem para constituir uma nação forte e desenvolvida, na escola abrolham e acendem os sábios ensinamentos do educador.
Cuidemos da sementeira, bem digamos os campos fecundos, mas, onde o arado fizer um sulco, abramos uma escola. Arar cérebros vale tanto como preparar messes ubérrimas; estas podem perder-se e decair a opulência, a cultura não se estiola nem se funda (Ingenieros). Com a família e a escola empenhadas juntas, a criança presentemente, irá converter-se em época porvindoura num suave conjugado de instrução e virtude; uma pessoa resoluta e de caráter, membro de valia da família brasileira e da coletividade.
A instrução pela escola é o acostamento imperativo de toda a vida intelectiva e moral de um infante em concepção e o crescimento e evolução do saber intelectual e moral de um país; que será grande somente quando abundantemente estabelecimentos educacionais forem destinados ao seu povo, pois se este for apadrinhado por adequados ensinamentos nos bancos escolares, vaticinará e abrolhará com certeza cidadãos úteis, ativos, participativos e empertigados. Cada aluno deve consagrar o melhor possível os salutares andamentos da vida escolar, pois coexistir numa escola é habilitar-se para vencer e abastecer-se na vida. Mas a escola, como uma entidade social, instrumento de bem público destinado a transmitir o saber cultural aos membros imaturos da sociedade, preencherá melhor sua função formadora à medida que possuir o apoio da família.
O bom docente é o preceptor, um componente estimulante e concludente, pois além da catequização intelectual aos seus alunos, incutindo-lhes arrimo, conhecimento, coragem, generosidade, perseverança, respeito e disciplina, procura abduzir os seus reflexos negativos e anódinos, ensinando-lhes os atributos de um lídimo cidadão, capacitando-os a prestar melhores serviços à comunidade e ao seu país, impedindo-os de abastadar os seus melhores predicados. Na sociedade habitual e tradicional, a educação é, sobretudo, uma força conservante. Na sociedade transitória de nossos dias ela tem aspectos conservadores e inovadores. É necessário adquirir a concordância e não o conflito entre elas. A ordenação sistemática deve ser esquadrinhada entre as instituições mais mantenedoras e perenes e a família, como um todo.
Pronunciam abertamente os aderentes do pessimismo e do desânimo, que é inexecutável o exercício do civismo e cidadania, onde não há as condições básicas para sobrevivência de uma família, como moradia, alimentação, medicamentos, livros e situação financeira estável. Devemos, entretanto, considerar que a consciência cívica do país muito auxiliará a erradicar as nossas carências educacionais e sociais. Deste modo, todos nós, que nos consideramos cidadãos e conscientes de nossos comprometimentos cívicos, como educadores e mentores, podemos ser concomitantemente, os caminhos e aqueles que caminham, pois uma educação com a luz apropriada do conhecimento, não se perderá facilmente; permanecerá irradicado como parte integral do sistema de ação do jovem em maturação, e irá contribuir para o bem-estar geral e progresso social, livre das anátemas da inferioridade social, injustiças, pobreza e insegurança.