Eliane Cristina, mãe da menina que morreu carbonizada no último fim de semana, deve ser ouvida amanhã, em Lençóis
Lençóis Paulista - O delegado Marcos Jeferson da Silva deverá ouvir amanhã Eliane Cristina Domingues, mãe de Isabele Inês Domingues Camilo, 2 anos, que morreu carbonizada na noite do último sábado, depois que um incêndio destruiu a casa onde estava, junto com outras duas irmãs, no bairro Ubirama, em Lençóis Paulista.
Silva quer saber em que condições Isabele morreu. Segundo a polícia, a mãe teria deixado as três filhas em casa para participar, com outras amigas, da Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Lençóis Paulista (Facilpa), que começou na sexta-feira. No entanto, o delegado faz questão de deixar bem claro que as informações ainda são escassas e que não há nada confirmado sobre o que se passou momentos antes do incêndio.
Na casa, junto com Isabele Inês, estavam também outras duas irmãs, cujos nomes não foram divulgados. A mais velha teria 15 anos.
De acordo com o que foi apurado até o momento, a polícia trabalha com a hipótese de o incêndio ter sido provocado por uma vela, uma vez que o acidente ocorreu por volta das 21h45 e a residência não contava com fornecimento de energia elétrica.
Assim que o incêndio começou e tomou proporções preocupantes, os vizinhos acionaram a polícia, que por sua vez acionou a brigada contra incêndios mantida por empresas locais. A brigada é o recurso mais próximo dos moradores de Lençóis Paulista, em casos semelhantes. A equipe do Corpo de Bombeiros mais próxima é a de Bauru, a 40 quilômetros de distância.
Os vizinhos conseguiram resgatar com vida as duas irmãs mais velhas. Só depois de controlado o incêndio, percebeu-se que havia um corpo carbonizado no local.
Segundo o delegado, ninguém foi avisado da presença de Isabele Inês no interior da residência. Seu corpo foi encontrado por volta de 1h50 da madrugada, dentro do quarto e debaixo de madeiras queimadas, que a polícia acredita tratar-se dos restos da cama, para onde a criança teria fugido na tentativa de se esconder das chamas.
A Polícia Técnica foi chamada para analisar o local do incêndio e tentar desvendar o que pode ter provocado o desastre.
Com a intimação de Eliane, que está em casa de parentes e deve ser ouvida amanhã, o delegado Marcos Jeferson da Silva espera colher subsídios para esclarecer o que realmente aconteceu no sábado à noite. Ele acredita que dentro de 30 dias não haverá mais dúvidas sobre o caso.
Isabele Inês foi enterrada anteontem, às 15 horas, no Cemitério Municipal de Lençóis.