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As diferenças entre os vizinhos: Alca e Mercosul

José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

Particularmente, sou daqueles que positivamente pensam que para tudo (com exceção da morte), sempre existirá uma ou mais soluções capazes de -como afirma o antigo adágio popular- agradar a gregos e troianos, embora não seja fácil. No presente caso -visando o gerenciamento de convivência- na busca de uma economia mais humanista e aceitável. Que as discussões e debates sejam abrangentemente passíveis e verídicas, dentre a representação dos 34 países na III Cúpula das Américas. Na união dos povos americanos do Norte, do Sul e Central, cujas características de entendimentos acabam de ser largamente delineadas no recente encerramento, na geração da respectiva Declaração de Quebec, no Canadá.

É curioso que dos 34 países ali representados, somente se mostraram contra a Alca (segundo suponho), dois únicos blocos de jovens reacionários/exibicionistas, certamente mancomunados para realização do evento de contestação que resultou inglória. Assim, poderemos considerar que as 34 representações reunidas em Quebec, correspondendo aos 34 países representando 100% da clientela. Portanto, a presença de dois únicos grupos envolvidos no affaire entre contrários à globalização, representam somente cerca de 5,9% (um percentual irrisório), e nos leva a supor que nossa parte reacionária no Brasil é de apenas 2,95%, na parceria que deve ser creditada ao Canadá, como país sede da III Cúpula. Portanto!...

Quanto à Argentina, eu me pergunto, como teriam se comportado (dado suas manifesta-ções usualmente reclamatórias), nos posicionamentos econômicos. A validade de seus pro-dutos e a política alfandegária das tributações, com os quais mantemos importantes relações comerciais. Em 1995, tiveram a ousadia de se queixar contra a nossa moeda, o real, pois afirmavam esperar prejuízo na Balança Comercial com o Brasil. Não obstante, ultimamente têm recorrido ao nosso presidente, consultado ministros no encalço de orientações, especi-almente através de seu ministro da Economia, Domingo (Caballo), que já adotou no seu país a CPMF. O país vizinho mantém a prepotência em função da paridade de sua moeda com o Dólar americano, há cerca de 10 anos. Hoje, são um perigoso entrave para com a nossa Balança Comercial. Não obstante, tal como diz a Veja de 11/4, em entrevista textual: O vizinho fala grosso. O poderoso ministro da Economia argentino (sic), fala em união com o Brasil, mas não descarta negociar em separado com os Estados Unidos.

O presente fato citado na Veja me traz à memória um autêntico e conhecido adágio: faça o que eu mando, não faça o que eu faço. Tais procedimentos, nos tempos atuais, ainda fazem corar a fisionomia e acirrar os bigodes dos cidadãos honrados deste País. Estes, graças a Deus ainda são maioria no Brasil, por isso, aposto no futuro, pois nem tudo está perdido. São muitos os que -na miscigenação brasileira- são brasileiros de nacionalidade como eu, e filhos de imigrantes. Se estes mantiveram aqui suas raízes foi porque (além das dificuldades porque passaram), houveram por bem deixar a terra natal longínqua em definitivo; melhor lhes pareceu aqui ficar e criar suas proles. Embora sofressem, os imigrantes pagaram para apreciar o sucesso de seus descendentes neste país. Fico por aqui.

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