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Servidoras podem ser punidas por invasão da Funai/Bauru

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

As servidoras Ivanilde Pereira, 48 anos, e Jupira Manoel Sobrinho, 42 anos, foram as únicas a serem penalizadas pela sindicância. Elas foram indiciadas pelo suposto envolvimento na invasão da sede da Funai/Bauru, em 20 de fevereiro, e podem sofrer advertência ou serem suspensas de suas atividades. Além disso, a comissão classificou como incompatível com a moralidade administrativa algumas atitudes que foram atribuídas às servidoras.

Jupira é acusada de ter ordenado despesas com alimentação e hospedagem para os índios, em Bauru, em nome da Funai. Ivanilde, por sua vez, teria contraído dívidas para a entidade também com fornecimento de alimentação aos índios que protestavam contra a permanência do administrador Rômulo Siqueira de Sá. Ela foi citada no processo como sendo autora do aluguel de um veículo para que os índios fossem até às aldeias do litoral paulista em busca de reforço para os protestos. Ivanilde não nega que tenha alugado o veículo, mas garante que o mesmo teria sido feito em seu nome. Ela trabalha há 20 anos na Funai.

Quanto ao pagamento de hospedagem e de alimentação, Jupira alega que não autorizou nenhuma cobrança em nome da Funai. Ela se defende dizendo que a hospedagem dos índios foi feita após convite do proprietário do hotel. Segundo Jupira, nos primeiros dias da ocupação do prédio da Funai, os índios dormiram no chão. Ela trabalha há 23 anos na entidade, e se emociona ao falar das dificuldades que tem encontrado em seu local de trabalho depois das denúncias. Nós somos a favor dos índios, queremos apenas transparência, declara.

De acordo com Ivanilde, existe uma mobilização entre diversos setores da sociedade para pedir a anulação da sindicância. Ela entende que o processo foi uma farsa. Ele veio pronto de Brasília, afirmou.

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