Geral

A competição entre municípios

David Torres
| Tempo de leitura: 2 min

Na medida em que se acelera o processo de globalização da economia fica cada vez mais acirrada a concorrência pela conquista de mercados. E mercado só se conquista com preços menores e qualidade do produto ou do serviço oferecido. Essa corrida desencadeada em escala mundial, geralmente liderada pelas empresas multinacionais, tem propiciado novos conceitos na prática de gestão dos negócios e de corporações. Por exemplo, conceitos como alfabetização profissional, reciclagem de gestão, reengenharia, restruturação produtiva e outros, que, no fundo, querem dizer preparar-se para ganhar competitividade e sobreviver no mundo dos negócios.

A aplicação desses conceitos acima enumerados, tem sido trágica para milhões de trabalhadores no mundo inteiro. Sempre que uma empresa aplica um deles vem demissões, quando aplica dois ou mais vem uma avalanche de demissões. Só que a vida tem provado que não adiante renegar o processo em curso. Também não basta criticar sem buscar saídas para um problema gerado por um processo inexorável que chamamos de globalização.

Mais recentemente, para vencer a corrida contra concorrentes no mercado, apareceu um novo conceito, cuja aplicação depende de uma maior envolvimento entre empresas e Estado, ou seja, entre empresas e Pode Público. Trata-se do conceito chamado de competitividade sistêmica. O que quer dizer ser necessário para competir, além de otimizar serviços oferecidos pelo Poder Público, tais como: educação de boa qualidade, atendimento à saúde e saneamento ambiental em condições de garantir boa qualidade de vida à população, serviços de infra-estrutura eficientes, principalmente nos setores de transportes e de energia, administrações governamentais austeras e competentes.

Essas considerações estão sendo feitas a propósito de três programas inovadores que estão sendo implantados no Estado de São Paulo, são eles: o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), que premia os municípios que mais trabalham para melhorar a qualidade de vida social das suas populações; a disseminação do Banco do Povo pelos municípios paulistas, que nada mais é do que uma linha de crédito para apoiar micro e pequenas empresas existentes ou a ser criadas; e a instituição do Prêmio Município Empregador, destinado a contemplar os municípios de melhor desempenho na geração de emprego e riqueza. Estes programas deverão estimular as nossas prefeituras a adotarem o conceito de competitividade sistêmica e realizarem administrações honestas e competentes, visando vencer a concorrência de gestão municipal para dar melhor qualidade de vida aos seus moradores.

David Torrespresidente do Sinafresp

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