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DIG vai vasculhar o canavial onde estava corpo da mototaxista

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A morte da mototaxista Patrícia Correia Lima, 30 anos, que morava e trabalhava em Bauru, cujo corpo foi encontrado em um canavial na sexta-feira passada, após 22 dias de seu desaparecimento, ainda continua um mistério. As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, que ontem retornou ao local onde o corpo foi encontrado, um canavial às margens da rodovia Bauru-Jaú, após a entrada de Guaianás, em busca de pistas.

No entanto, na primeira tentativa, nada que pudesse levar ao autor do crime foi encontrado. Patrícia, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi morta com cinco facadas que a atingiram no braço direito, no abdômen, no lado direito, e nas costas. Hoje, o delegado titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, retorna ao local onde estava o corpo.

Ele contou que irá vasculhar a área com uma equipe maior, incluindo trabalhadores rurais, que conhecem bem o local. A polícia procura pela faca usada no crime e qualquer outro objeto que possa fornecer pistas do autor do homicídio. Pelo estado avançado de putrefação do corpo, acredita-se que Patrícia tenha sido morta por ocasião de seu desaparecimento, 12 de abril.

Depois dessa data, choveu na região, o que pode ter apagado pegadas do autor do crime que eventualmente tenham ficado no chão. Cardia disse que no lugar onde estava o corpo não foi visto nada de anormal, nem a vegetação estava amassada, o que poderia indicar como o crime ocorreu ou como o corpo foi deixado no local.

Também ontem, tentando elucidar o caso, Cardia fez a reconstituição de como a moto usada por Patrícia, a CB-500, placa CVQ 5797, de Bauru, no dia que ela desapareceu, foi entregue a dois menores, cujos nomes não foram divulgados. A moto foi apreendida pela polícia quando já estava sendo pintando pelos dois menores, dias após o desaparecimento de Patrícia.

Em depoimento, eles afirmaram que estavam no estacionamento de um supermercado, na Vila Santa Luzia, quando foram abordados por um desconhecido que pediu para que pintassem a moto. Para o serviço, eles teriam recebido R$ 80,00, para compra das tintas, e na entrega da moto, receberiam mais R$ 120,00. Antes da pintura ficar pronta, a polícia apreendeu o veículo.

A entrega da moto seria feita no mesmo local. Um dos menores continua apreendido numa cela especial da Cadeia Pública de Bauru e deverá ser encaminhado para a Febem. O outro, foi liberado. Hoje, Cardia deve ouvir outra pessoa que pode contribuir nas investigações.

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