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BONS TEMPOS DAS PRAÇAS

Nilson Costa
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Em carta publicada nesta coluna, na edição de segunda-feira (7/5), Ednah Pereira Landolffi narra uma visita nada agradável que fez nos últimos dias à praça Rui Barbosa, em companhia de uma netinha, ao mesmo tempo em que faz comparação com as praças do passado e endereça algumas cobranças ao prefeito.

Com todo respeito, atenção e consideração que você merece, Ednah, devo dizer que esse seu sonho, essa sua utopia, também são meus. Isto porque vivi nos anos de ouro, nos tempos românticos, na época em que as praças, de uma maneira geral, eram ambientes sadios, onde os rapazes e as moças se reuniam, ao som da banda, em festas das paróquias, como quermesses etc. E muitos casamentos começavam do footing e dos flertes que ali tinham origem nas noites de domingo, ao lado da fonte luminosa. Hoje, a realidade é totalmente outra. Tenho visto em grandes cidades como São Paulo, Rio e outras, praças totalmente cercadas por grades e fechadas com grandes portões de ferro trancados por cadeado. Aqui em Bauru, essa triste constatação pode-se ver até nas igrejas que por necessidade tiveram que erguer grades em seu derredor.

Isto tudo não significa que as praças sejam algo descartado em nossa Administração. Quando moradores se interessam em fazer parceria com a Prefeitura, sempre estamos presentes com o apoio municipal. Isto ocorreu há uma semana, na praça Vicente Del Gaudio, na quadra 13 da rua Salvador Filardi. Há em Bauru logradouros belíssimos sob responsabilidade de particulares. Na Av. Nações Unidas, ao lado do Anfiteatro Vitória-Régia, aquele longo jardim que merece nota 10 está há anos sob responsabilidade da indústria Frescarini. Estamos acabando de encontrar uma solução legal para ampliar esse tipo de parceria que irá permitir reformas e manutenção de praças junto com a iniciativa privada. Entretanto, Ednah, infelizmente, tudo só pode ser feito de acordo com os novos tempos. Que bom seria se pudéssemos fazer voltar o relógio do tempo! Teríamos de volta as antigas praças com sua paz, sua tranqüilidade, ninguém brigando, roubando, pichando, cheirando cola. Só namoro, crianças brincando, comendo pipoca, em meio a flores, fontes luminosas e a banda, claro! (Nilson Costa - prefeito municipal)

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